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Distrito perde seis Zonas Agrárias

Qua, 02/05/2007 - 10:24


As Zonas Agrárias de Alfândega da Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Vila Flor, Vimioso e Vinhais deverão encerrar ainda durante este ano. O Ministério da Agricultura (MA) prepara-se para suspender a actividades nos serviços que têm menos de quatro funcionários (geralmente não qualificados tecnicamente), para melhorar o apoio técnico prestado aos agricultores.

Segundo dados a que o Jornal NORDESTE teve acesso, encontram-se nesta situação seis Zonas Agrárias do distrito de Bragança, que têm, apenas, dois ou três funcionários.
Em Trás-os-Montes existem, actualmente, 33 serviços do género, mas 18 “não reúnem condições de prestação de serviços qualificados aos utentes”, considera o MA, alegando falta de preparação técnica da parte do reduzido número de trabalhadores.
Por isso, o Governo vai concentrar a actividade em 15 delegações e núcleos, que organizarão equipas técnicas multidisciplinares, para prestarem serviços de proximidade aos agricultores. Ou seja, os técnicos deverão passar a dar apoio em locais e datas predefinidas “em todos os aglomerados populacionais com importância em termos de actividade agrícola”.
Após a instalação da sede da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN) em Mirandela, as Zonas Agrárias serão concentradas em cinco municípios do Nordeste Transmontano.

Bragança, Macedo de Cavaleiros, Torre de Moncorvo, Mogadouro e Miranda do Douro seguram Zonas Agrárias

A Zona Agrária de Bragança, que tem, actualmente, cerca de 25 funcionários, continuará a receber os agricultores, tal como Macedo de Cavaleiros, que mantém o núcleo do Instituto de Financiamento e Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e Pescas (IFADAP) / Instituto Nacional de Intervenção e Garantia Agrícola (INGA). Já os municípios de Torre de Moncorvo e Mogadouro também vão ser dotados de núcleos da futura Zona Agrária do Douro Superior.
Miranda do Douro, que conta, actualmente, com cerca de 16 funcionários, também poderá garantir a continuidade deste serviço agrícola.
Perante este cenário, o MA considera que “não existirá propriamente um encerramento de locais de atendimento e apoio técnico aos agricultores”, dado que as equipas multidisciplinares prestarão um serviço de proximidade, que será alargado a um maior número de agricultores.
Ao que o NORDESTE conseguiu apurar, o Governo pretende criar o Balcão Único, onde técnicos do MA vão tratar da documentação e dar todo o apoio técnico necessário aos agricultores.
Enquanto estes espaços não entram em funcionamento, as Câmaras Municipais podem fazer parcerias com a DRAPN, que facultará técnicos qualificados para que os homens da lavoura possam ter acesso aos serviços agrícolas.
Esta decisão é classificada pelo MA como uma forma de “melhorar o serviço prestado aos agricultores”, seguindo o princípio de “ser o Ministério a bater à porta dos agricultores”.