Ter, 24/04/2007 - 10:12
A par das consultas na sede, os técnicos ainda se deslocam aos concelhos de Torre de Moncorvo, Mogadouro, Freixo de Espada à Cinta, Mirandela e Macedo de Cavaleiros, para conseguirem uma maior aproximação à comunidade.
Segundo o director do CAT, Fernando Andrade, a toxicodependência é um problema mundial, que está directamente ligado com o stress, a doença do século.
“Há pessoas que têm dificuldade em superar os desafios do dia-a-dia e recorrem a substâncias tóxicas. É uma questão complicada, porque há informação, as pessoas sabem que se estão a destruir e mesmo assim vão por esse caminho”, salientou o responsável.
Outro problema é o facto das pessoas terem vergonha e não procurarem ajuda. “Há famílias que procuram esconder o problema, pelo que temos noção que, para além dos toxicodependentes que temos em tratamento, há mais pessoas a consumir drogas”, frisou Fernando Andrade.
No futuro, o médico afirma que os centros irão ser rebaptizados, uma vez que a alteração da lei vai dar ênfase à problemática das drogas lícitas, como é o caso do álcool e do tabaco.
No entanto, a falta de técnicos (apenas um a tempo inteiro) e a exiguidade das instalações são problemas com que o CAT se debate diariamente. Este último poderá ser resolvido a curto prazo, uma vez que já existe em PIDDAC uma verba de cerca de 500 mil euros para a construção de novas instalações, que deverão ser integradas no futuro Centro de Saúde de Santa Maria.


