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Dívidas ameaçam Câmara de Vimioso

Ter, 24/04/2007 - 09:57


O PS considera que o endividamento da Câmara Municipal de Vimioso pode comprometer o futuro do concelho nos próximos anos.

Segundo dados avançados, no passado sábado, pelo vereador socialista da CMV, Jorge Fernandes, “a dívida a fornecedores e as despesas correntes representam 87,7 por cento do orçamento da autarquia”.
Segundo o responsável, a situação pode agravar-se a curto prazo, já que a edilidade prepara-se para contrair mais dois empréstimos bancários: um de 970 mil euros destinado a requalificações urbanas em diversas freguesias; outro de 750 mil euros para custear o bairro social que está a ser construído na vila.
Num debate intitulado “Ninguém cala este concelho. Não se deixe amordaçar”, os socialistas avançaram com números preocupantes, baseados na conta de gerência relativa a 2006. “A Câmara tem uma dívida de 6,7 milhões de euros, sendo 3 milhões de dívida à banca e 2 milhões de débitos a fornecedores”, revelou o presidente da comissão política concelhia do PS, António Santos.
“O pior”, acrescenta o responsável, “é que há inúmeras obras públicas por pagar, tais como o pavilhão multiusos de Vimioso”.

Empresário fala em falência técnica e propõe auditoria às contas da Câmara

Aproveitando a deixa, o ex-presidente da CMV, José Miranda, diz não encontrar explicação para sucedido. “Em 2006 a Câmara só realizou 31 por cento do que tinha previsto e parte do que fez ainda ficou a dever”, lamenta. O ex-titular da edilidade recorda que a situação vai piorar, dado que a autarquia tem de devolver 750 mil euros de fundos comunitários, após o Tribunal de Contas ter visado as alterações ao projecto da estrada Algoso-Matela. “Não devia ser o município a pagar, deviam ser eles [o executivo camarário] porque decidiram mal e prejudicaram o concelho”, defende José Miranda.
Já o debate ia longo quando o empresário José Sena protagonizou a intervenção mais quente da noite. “É preciso propor uma auditoria às contas da Câmara porque dentro de pouco tempo pode estar tecnicamente falida”, defende o ex-presidente da Junta de Freguesia de Argozelo.