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Mineiros recebem salários em atraso

Ter, 24/04/2007 - 09:46


Mais de 20 anos depois do encerramento do Complexo Mineiro de Argozelo, cerca de 200 ex-trabalhadores da empresa Minargol começaram, finalmente, a receber indemnizações e salários em atraso, no valor de 200 mil euros.

Os créditos começaram a ser pagos precisamente no dia que Argozelo comemorou seis anos de elevação a vila. “Tivemos uma grande prenda neste aniversário”, salientou ex-presidente da Junta de Freguesia de Argozelo, Francisco Lopes, que há cerca de 10 anos começou a conduzir este processo.
Para o antigo autarca e actual presidente da Associação Comercial e Industrial de Vimioso (ACIV), a dívida que agora está a ser saldada é uma “vitória” e “uma importante lição para o futuro. Mesmo nas condições mais difíceis, nunca devemos perder a esperança”, acrescentou Francisco Lopes, durante o discurso proferido no aniversário da elevação a vila, que coincidiu com a segunda edição da feira “Fúria da Rosquilha” (ver texto na página 24).
“Primeiro, foi necessário trazer para a opinião pública a exigência do pagamento dos salários e indemnizações dos trabalhadores, depois tratou-se de fazer pressão junto de quem de direito para que os trabalhadores ficassem à cabeça na lista de credores e sobretudo acreditar que mais tarde ou mais cedo se fará justiça”, recordou o presidente da ACIV. Para Francisco Lopes, este é o resultado de uma luta de anos e mais um motivo para comemorar a vitória da persistência do povo de Argozelo.
Em sinal de reconhecimento pelo trabalho efectuado em prol dos ex-mineiros, a Junta de Freguesia de Argozelo ofereceu uma salva de prata a Francisco Lopes, com o brasão da freguesia que, recorde-se, contempla motivos ligados às minas.

Empresa fechou as portas, deixando cerca de 200 trabalhadores com salários e indemnizações em atraso

Recorde-se que a Minargol explorou volfrâmio no Complexo Mineiro de Argozelo, durante 60 anos. A 30 de Junho de 1986, a empresa fechou as portas, deixando cerca de 200 trabalhadores com salários em atraso e indemnizações por pagar.
Para trás, ficou também um complexo mineiro abandonado, que, passadas mais de duas décadas, se transformou num espaço de lazer, onde está inserido o campo de futebol do Grupo Cultural e Desportivo Minas de Argozelo.
É que, após anos de luta para livrar as minas de várias toneladas de resíduos tóxicos, a Empresa de Desenvolvimento Mineiro avançou, em Março do ano passado, com obras de requalificação que tornaram a zona mais limpa e mais segura.
Além da modelação das escombreiras e posterior impermeabilização, procedeu-se à selagem de buracos retirada de outros materiais contaminantes.
Após esta primeira intervenção, que ronda 1,5 milhões de euros, o programa prevê a construção de um parque temático que seja uma referência da memória das minas.