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Esgotos a céu aberto em Carviçais

Ter, 17/04/2007 - 10:42


Os habitantes da zona da Choura, em Carviçais, concelho de Torre de Moncorvo, estão revoltados e indignados com os maus cheiros provocados pela má drenagem dos esgotos da aldeia.

Ao longo de uma centena de metros, que separam as casas de habitação da fossa compacta, é possível observar tampas de colectores danificadas, esgotos a céu aberto e a própria estação de tratamento transformada num lago, onde abundam águas sujas e detritos.
Este cenário torna-se “insuportável” à medida que o tempo quente vai chegando, já que, para além do “cheiro nauseabundo”, os mosquitos e outros insectos invadem aquele local.
“O cheiro é insuportável. Esta situação arrasta-se há quase dois anos e as obras são um pára arranca. Pobre de quem mora aqui”, afirma, revoltada, Lurdes Corvo, uma das moradoras naquele local.
Esta habitante realça, ainda, que as tampas de saneamento rebentam perto das casas, uma situação que já provocou problemas de saúde a algumas pessoas, devidos às picadas dos mosquitos.
“No ano passado até tive uma alergia que pode ter sido provocada por este ambiente imundo. Os meus filhos também apanharam uma alergia de pele”, denuncia Lurdes Corvo.

Terrenos agrícolas inutilizados devido à danificação dos acessos e aos esgotos que invadem o solo

Confrontado com esta situação, o presidente da Câmara Municipal de Moncorvo, Aires Ferreira, garantiu que a obra e problemas inerentes estarão resolvidos no prazo máximo de dois meses.
“ O problema existe, apenas, há um ano. Até finais de 2005, os esgotos corriam a céu aberto, mas não havia um problema grave de maus cheiros. A situação agudizou-se quando foi colocada a ETAR compacta em Setembro de 2005”, reconheceu o edil.
No entanto, Aires Ferreira acrescenta que a Câmara notificou, várias vezes, o empreiteiro para concluir as obras. “O empreiteiro já foi avisado que, até ao final do corrente mês, terá de tomar uma decisão antes que município opte por outra solução” frisou o autarca.
Mas há outros problemas que surgiram com a movimentação de terras para a colocação da ETAR compacta, já que é possível ver montes de terra que impedem os agricultores de se deslocarem para os seus terrenos.
A par da interrupção dos acessos, há casos em que as colheitas são postas em causa, devido às proximidades de charcos de esgotos que por ali correm sem qualquer tratamento.
“Já não se pode colher uma couve, porque a água dos esgotos inunda-me as terras e as colheitas não são de confiança”, concluiu António Marques.