Ter, 03/04/2007 - 10:12
Apesar dos anos passados em frente ao forno, não considera a hipótese de parar de cozer estas iguarias da Páscoa que tão bem sabe fazer e que tanta procura teve no certame certame. “Continuo a amassar e não tenho medo do trabalho”, assegura.
Com dois espaços na Feira do Folar, Emília Ramos não se queixa dos quilos de folar que vendeu a dez euros cada. “Já há muitos anos que venho aqui e tenho sempre lucro”, refere. Contudo e apesar dos negócios concretizados, a fabricante só vende os seus produtos naquele certame e não pensa alargar a actividade. “Para esta feira fiz cerca de 35 folares e, durante o ano, nunca cozo muitos”, informou a artesã.
Acompanhada pela filha, Emília Ramos assegura que passou esta arte à sua descendência. “As minha três filhas já sabem amassar e cozer o folar, pão e outros doces”, garantiu.
O segredo para confeccionar produtos com tanta procura está, segundo Emília Ramos, “na qualidade da farinha, nos ovos e na carne que são caseiros”.
No último dia da Feira, a fabricante já pouco tinha para vender e a sua produção de folares já estava esgotada, o que provocava um sorriso à vendedora. “Se não fosse para ter lucro ficava em casa”, assegura.


