Ter, 03/04/2007 - 10:05
“Como o espaço é grande, estamos a pensar criar 25 camas na valência de lar e dar continuidade às outras duas estruturas”, salientou a directora técnica da Fundação, Paula Pimentel.
Neste momento, a capacidade da instituição está lotada, com 62 utentes internos, e a lista de espera ascende às duas centenas de pedidos, segundo a última actualização.
“Provavelmente há casos que já estarão resolvidos, porque conseguiram vaga noutros lares. A nós custa-nos dizer que não, mas não podemos exceder a capacidade máxima e pôr em causa o bem-estar dos nossos utentes”, lamenta a responsável.
O projecto para a remodelação da Casa do Clero ainda se encontra numa fase inicial, estando-se a trabalhar na questão da legalização e na elaboração de um estudo sobre as necessidades da população. Por isso, Paula Pimentel afirma que ainda é cedo para avançar uma data para a abertura deste novo espaço, que já se encontra fechado há cerca de um ano.
Vasto leque de actividades proporciona aos utentes uma velhice mais activa e saudável
Para já, a Fundação procura criar as melhores condições, tanto para os idosos que se encontram em regime de lar, como para aqueles que recebem apoio domiciliário.
Do leque de actividades dirigidas aos utentes destacam-se os passeios ao ar livre, clubes de jardinagem, leitura, informática, hidroginástica, jogos tradicionais e encenações teatrais.
Na óptica de Paula Pimentel, estas acções são uma forma de manter os dias dos idosos ocupados, para que se sintam activos e com vontade de continuar a viver.
“Alguns utentes dizem que nunca passearam tanto como desde que vieram para a instituição. Mesmo assim, eles é que decidem o que querem fazer, porque também é importante dar-lhes o seu próprio espaço”, salientou a responsável.
No que toca ao exercício físico, foram criados planos específicos, de acordo com as capacidades de cada utente.
Além disso, a instituição recebe, ainda, a visita semanal de esteticista e cabeleireira, para que aquelas pessoas que gostam de se cuidar possam continuar a fazê-lo. A Fundação disponibiliza, ainda, o espaço de partilha, onde as pessoas podem falar sobre todos os seus problemas ou, simplesmente, desabafarem.


