class="html not-front not-logged-in one-sidebar sidebar-second page-node page-node- page-node-165799 node-type-noticia">

            

“Que farei com este livro?”

Ter, 20/03/2007 - 10:40


“Que farei com este livro?” Esta foi a questão colocada, várias vezes, por Luís de Camões quando regressou da Índia, em 1570, e enfrentou uma série de obstáculos para publicar os “Os Lusíadas”. As dificuldades vividas pelo poeta e as intrigas na Corte do rei D. Sebastião foram protagonizadas, na passada terça-feira, pelo grupo de teatro da Escola Abade de Baçal.

O Teatro Municipal de Bragança encheu para assistir ao espectáculo, levado à cena por 17 personagens, no âmbito da IV Mostra de Teatro Escolar, promovida pela Junta de Freguesia da Sé.
Durante cerca de duas horas, o regresso de Luís de Camões, “seco e vazio”, da Índia, e os entraves à publicação dos seus poemas, “em oitava rima estiveram em destaque.
“Que farei com este livro?”, o nome de uma obra da autoria de José Saramago, foi também a questão que Luís de Camões colocou, várias vezes, perante a indiferença do rei, o desprezo dos descendentes de Vasco da Gama, a desconfiança do Santo Ofício e a sua própria pobreza. Aliás, os seus fracos recursos económicos obrigaram-no a vender o privilégio da obra ao impressor, António Gonçalves.
Em paralelo, as intrigas na Corte de S. Sebastião, na altura em que foi mudada para Almeirim, para fugir à peste que matava milhares de pessoas em Lisboa, e a sombra da Inquisição também foram recordadas pelas personagens.
Os alunos da Escola Abade de Baçal assistiram à peça protagonizada pelos colegas, que lhes deu a conhecer um pouco mais sobre uma obra que, actualmente, é leccionada nas escolas.
Após cinco meses de trabalho, a coordenadora do Grupo de Teatro, Paula Romão, salienta, ainda, que a peça vai ser levada à cena em Vila Flor e no Montijo.
Na Mostra Escolar participaram, igualmente, grupos da Escola Emídio Garcia, do Teatro de Estudantes de Bragança, da Escola Superior de Educação e da Escola Miguel Torga.