class="html not-front not-logged-in one-sidebar sidebar-second page-node page-node- page-node-165785 node-type-noticia">

            

PCP acusa Governo de irresponsabilidade

Ter, 20/03/2007 - 10:19


A Direcção de Organização Regional de Bragança (DORBA) do PCP denuncia o incumprimento do Plano de Acessibilidades para Trás-os-Montes, apresentado em Bragança, em Maio passado, pelo primeiro-ministro, José Sócrates. “É com muita preocupação que verificámos que nenhum dos prazos significativos foi cumprido”, revelou o dirigente do PCP, José Brinquete, em conferência de imprensa realizada na passada quarta-feira.

Esta situação, na óptica do responsável, representa atrasos nos trabalhos, o que “fará com que, em 2012, o plano rodoviário não esteja concluído, tal como foi assumido”.
Deste modo, ficam por cumprir os prazos dos troços da A4 entre Amarante/ Vila Real/ Quintanilha. Segundo o dirigente, a agravar a situação está o facto da Ponte Internacional de Quintanilha não estar a ser construída com perfil de auto-estrada. “É uma irresponsabilidade, uma vez que mais tarde vão ter que efectuar alterações”, apontou José Brinquete.

“IP4 é uma estrada de montanha que não tem em conta a segurança, mas a caça à multa”

Para o dirigente, o IP4, devido ao seu traçado perigoso, não deveria ser considerado Itinerário Principal, mas antes “uma estrada de montanha”. O PCP considera, ainda, que o conjunto de medidas que têm vindo a ser tomadas naquela via não têm em conta a segurança dos utentes, mas, antes, “a caça à multa”.
De modo a promover a segurança na mobilidade, aquele partido defende, também, a criação de cruzamentos desnivelados, em Quintela de Lampaças, Vale Nogueira e Azibo. Os comunistas pretendem, ainda, que as curvas no Romeu, no concelho de Mirandela, sejam corrigidas.
A agravar esta situação, o Governo retirou do Plano Rodoviário Nacional a construção da ligação entre Bragança e a Puebla da Sanábria (Espanha) e não incluiu o Nordeste Transmontano na Rede Transeuropeia e no projecto “ligação Multimodal Portugal – Espanha – Europa”. Estas decisões, na óptica do PCP, “prejudicam o desenvolvimento desta região face ao resto do País”.