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Mulheres continuam a ser as principais vítimas

Ter, 13/03/2007 - 16:15


A Associação de Protecção e Apoio à Vítima (APAV) registou, em 2006, 15 758 crimes, dos quais 86 por cento são de violência doméstica. Destes 13 603 actos, os mais comuns são os de maus-tratos psíquicos, com 32,2 por cento, e físicos, que atingem os 31,1 por cento. Segundo aquela associação, as mulheres continuam a ser os alvos preferenciais de actos de violência, uma vez que perfazem os 90,6 por cento. Já os homens são os principais autores (90,3 por cento).

33, 9 por cento das vítimas têm entre 26 e 45 anos, enquanto que 37,9 por cento dos transgressores têm idades compreendidas entre os 26 e os 55, sendo que a maioria, em ambas as categorias, são de nacionalidade portuguesa.
Tanto os agredidos como infractores são, maioritariamente, casados e representam, em ambos os casos, mais de 50 por cento dos registos. Quanto à relação entre os autores e as vítimas, constata-se que cerca de 70 por cento vivem em situação de conjugalidade. Já as relações de parentesco, entre pais e filhos, atingem um total de 17 por cento dos casos.

Violência não escolhe classe social, nível de escolaridade ou profissão

Em relação ao nível de ensino, a APAV adianta que não predomina nenhum grau de escolaridade em particular, pelo que a violência atinge todas as categorias.
Segundo os registos daquela entidade, 8,7 por cento das vítimas são trabalhadoras não qualificadas dos serviços e comércio e 8 por cento integram o pessoal dos serviços directos e particulares, de protecção e segurança. Contudo, os valores mais significativos estão associados ao desemprego (17,3 por cento) ou reforma (9,3 por cento). Em relação aos autores dos crimes, registam-se as mesmas percentagens nas diversas categorias.
Para a APAV, violência doméstica inclui qualquer acto que inflija sofrimento físico, sexuais, psicológicos ou económicos, aplicados directamente.