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Produtos transmontanos ganham selo de qualidade

Ter, 13/03/2007 - 16:04


A Comissão Europeia (CE) distinguiu mais oito produtos agrícolas transmontanos com o selo de qualidade Identificação Geográfica Protegida (IGT). A chouriça de carne, o chouriço de abóbora, a sangueira, o salpicão, a alheira, o cordeiro e o anho produzidos na região do Barroso- Montalegre e a batata de Trás-os-Montes entraram, na semana passada, para a lista dos produtos protegidos. Dado que o fumeiro é um filão muito rentável para o concelho de Montalegre, o autarca local, Fernando Rodrigues, realça que esta distinção é uma mais valia para distinguir a qualidade dos produtos da terra.

A candidatura foi apresentada pela Câmara Municipal e pela Cooperativa Agrícola de Montalegre há cerca de seis anos, com o objectivo de valorizar o trabalho dos produtores.
Actualmente, a região do Barroso conta com cerca de 20 produtores licenciados, um número que Fernando Rodrigues gostaria de ver triplicar com a adesão à nova legislação e com os apoios conseguidos através de fundos comunitários.
“O fumeiro é o nosso cartaz. São estes produtos que servem de base ao turismo, gastronomia, pesca e caça”, acrescentou o edil.
A batata produzida em Trás-os-Montes também fica protegida com o selo IGT, o que irá contribuir para a sua valorização no mercado nacional e internacional.
Combater a concorrência desleal é o objectivo da CE, que, em 1992, criou sistemas de protecção e valorização dos produtos agro-alimentares, que delimitam a área geográfica onde são produzidos.
Ao todo, a CE distinguiu mais 11 produtos a nível nacional, entre os quais se encontram ex-libris transmontanos e alentejanos.
Neste momento, o mercado internacional conta com cerca de 750 produtos protegidos pela legislação sob as formas de IGT, Denominação de Origem Protegida (DOP) e Especialidade Tradicional Garantida (ETG).