Ter, 13/03/2007 - 10:02
Só desde 2000, a empresa já inflacionou os preços em 145,9 por cento.
Após a abordagem a esta questão na Assembleia Municipal do passado dia 26 de Fevereiro, a Câmara Municipal de Bragança (CMB) convocou uma reunião ordinária onde elaborou uma deliberação, na qual se manifesta contra a actual situação. Assim, a presente resolução divulga que os preços praticados em Lisboa subiram 22,2 por cento, enquanto que no Porto sofreram, mesmo, uma redução de 6,5 por cento desde 1997, tal como no Algarve em relação a 2002.
Na óptica da autarquia, Bragança, que representa cerca de 40 por cento dos clientes da Duriensegás, é penalizada, uma vez que, fruto das condições climatéricas adversas, os bragançanos são obrigados a consumir mais energia, investir no isolamento das construções, apesar de possuírem rendimentos inferiores ao de muitos cidadãos do Litoral.
A edilidade decidiu, assim, avançar com medidas que levem à redução dos preços praticados pela Duriensegás. Para tal, vai exigir à empresa maior transparência com as câmaras municipais e que o fornecimento do gás seja transportado, por razões de segurança, a partir de condutas. A proposta apresentada pela CMB informa, ainda, que vai ser solicitado às autarquias associadas à concessão Interior Norte (Bragança, Chaves, Vila Real, Amarante e Marco de Canaveses) uma tomada de posição e a realização de reuniões periódicas.
Segundo o documento apresentado, Trás-os-Montes têm sido “duramente castigados face a políticas de concentração de bens, serviços e investimentos no Litoral, o que tem conduzido o País a situações de grandes desigualdades regionais”.
O Jornal Nordeste tentou contactar a Duriensegás que, até ao fecho da edição, não forneceu qualquer resposta.


