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Quem era da BWIN LIGA?

Ter, 06/03/2007 - 11:26


O sonho do Bragança, na Taça, chegou ao fim e, ainda por cima, com um erro grosseiro do assistente João Santos, mesmo ao cair do pano. Os canarinhos entraram dominadores e bastante personalizados. Logo no pontapé de saída, Rui Borges e Mobil deram um cheiro da atitude bragançana, isto é, uma mentalidade atacante e uma pressão todo terreno sem olhar a orçamentos.

Até ao intervalo, a turma de Lopes da Silva venceu tacticamente e tecnicamente a formação do Restelo. …Ximena fez a primeira defesa aos 40’…
Para isso muito contribuiu a defesa organizada do GDB, que apostou num sistema defensivo em linha (brilhante), atordoando os rápidos avançados de Belém, que, só no 1.º tempo, caíram 8 vezes em situação irregular, nos 12 totais. De resto, um prenúncio de que o assistente não tinha medo do “Gigante Adamastor”. No entanto, o 0-1 levado para a etapa complementar transfigurou tudo…
Assegurado o processo defensivo, a equipa surpresa da Taça avançou no terreno como verdadeiros poetas, desafiando as hostes azuis e brancas. Aos 20’, Mobil lança na esquerda Rui Borges, que leva a melhor sobre Amaral e remata espectacularmente ao ângulo, mas Costinha fez a defesa da tarde. 6’ volvidos, Rui Gil, num cruzamento / remate, obriga o guardião do Belenenses a outra estupenda defesa. Contudo, na sequência do canto, apontado por Rui Borges, Tony aparece ao 1.º poste a mergulhar, à peixe, para o golo. Na verdade, o tento era o prémio para a equipa mais irreverente, personalizada, criativa e inteligente. O descanso chegaria, sem surpresas para quem viu a 1.ª metade, com apenas mais um lance de registo que foi a saída do guardião Costinha por lesão, devido a uma entrada mais viril do super – motivado Tony.
A 2.ª parte trouxe um Belenenses mais descobridor, com as “naus” mais distantes da orla de Marco Gonçalves. Deste modo, os locais defenderam com mestria a baliza nordestina, baixando a pressão, é certo, mas armando o contra-ataque com classe e destreza. Não obstante, na etapa complementar, o futebol fraquejou e o perigo acresceu, apenas, das bolas paradas de Zé Pedro.
O ex- portista Cândido Costa, aos 57’, beneficia de um excesso de confiança de Rui Gil, na linha de fundo, e cruza para a cabeçada fulminante do ponta-de-lança azul e branco, Dady, devolvendo a igualdade a uma bola.
O Bragança reagiu e voltou ao futebol do 1.º tempo, mas Nivaldo, cerca de 15’ depois, encontra o livre teleguiado de Zé Pedro (melhor em campo) e faz o 1-2 final. Após a desvantagem no marcador, a turma da casa ficou um pouco resignada, mas, movida pelos cerca de 6000 adeptos, fez das tripas coração e marcou aos 90 + 4’ pelo tardio Josivan… Mas o “golo” foi prontamente revogado pelo mais medroso do barco futebolístico, João Santos.
Pelo que fizeram as duas formações, o prolongamento seria o epílogo mais correcto. No entanto, o prefácio da epopeia bragançana já tinha sido escrito por Jaime Pacheco e as absurdas coordenadas de “GPS” de Jorge Jesus, quando humilharam os canarinhos com as suas declarações, coagindo o encontro.
Em suma, a primeira metade do Bragança, a segunda meia hora do Belenenses e os últimos 20’ da equipa de arbitragem prescreveram o resultado final.

Bragança – 1 Ximena; 3 Fernando Silva, 4 Vítor (Ezequiel 78’), 5 Rui Gil, 6 Carlitos, 7 Tony (Pizzi 78’), 8 Mobil (Josivan 67’), 10 Rui Borges, 13 Vinícius, 18 Rui Nelson e 20 Pedrinha.
Treinador – Lopes da Silva
Amarelos – Vítor 3’, Vinícius 22’ e 89’.
Vermelho – Vinícius 89’.

Belenenses – 73 Costinha (Marco Gonçalves 36’); 2 Amaral, 4 Rodrigo Alvim, 5 Ruben Amorim, 10 Silas (Eliseu - int.), 11 Zé Pedro, 13 Rolando, 25 Nivaldo, 27 Cândido Costa, 30 Dady e 99 Garces.
Treinador – Jorge Jesus
Amarelos – Nivaldo 4’, Rodrigo Alvim e Eliseu 90 + 1’.

Ao intervalo – 1 – 0
Marcadores – 1-0, Tony 27’; 1-1, Dady 57’ e 1-2, Nivaldo 71’.
Estádio Municipal de Bragança

Árbitro – Paulo Costa (AF Porto)
Assistente (bancada) – João Santos
Assistente (superior) – Bertino Miranda