Ter, 06/03/2007 - 10:49
Segundo os escassos documentos encontrados sobre o caixão, as inscrições visíveis no sarcófago de granito são a cruz de Malta e, de outro lado, uma serpente. “Diz-se que um jovem, arrependido de ter desagradado aos seus pais, se meteu no caixão com uma cobra para morrer”, contam populares.
Já, Abade de Baçal, em relação ao sarcófago, refere, na sua obra, que “o caixão de pedra servia de depósito aos cadáveres dos comendadores que ali faleciam”.
A par deste túmulo, sobre o qual parece não existir dados concretos, Malta acolhe, também, uma igreja que tem sido objecto de investigações por parte de alguns estudiosos. Consagrado ao Santo Cristo, o templo foi edificado no local onde se encontrava, em tempos, uma construção românica dos séculos XI ou XII. Deste edifício existem alguns vestígios, como uma porta ornamentada por estrelas de quatro raios e uma carranca. Junto do pórtico encontrava-se uma lápide romana dedicada ao deus Aerno. Segundo um estudo de Belarmino Afonso, a Igreja de Malta pertenceu à Ordem com o mesmo nome, desde o rei D.Sancho I, podendo remeter-se a construção para o século XII.
Recorde-se que, anteriormente, Malta chamava-se, anteriormente, São Cristóvão, mas, devido aos bens que a Ordem de Malta possuía naquela aldeia, passou a adoptar o nome actual.


