Ter, 06/03/2007 - 10:29
“Não podemos ter um médico permanente numa extensão com 20 ou 30 pessoas inscritas, quando na sede do centro de saúde tem um grande número de utentes para atender. É uma questão de gestão dos recursos”, adiantou a responsável, acrescentando que “não é possível pôr médicos em todas as aldeias”.
Berta Nunes acrescenta que poderá haver alguns ajustes nos centros de saúde, no âmbito da reestruturação dos serviços, uma vez que a população do Mundo Rural está a diminuir progressivamente. No entanto, afiança que a “intenção” não é encerrar extensões.
A par da deslocação de clínicos às extensões com menor número de utentes, a população da maioria dos concelhos do distrito de Bragança contam com a visita de Unidades Móveis de Saúde, onde um enfermeiro presta cuidados primários aos utentes.
Recorde-se que, no ano passado, encerraram as extensões de saúde de Gralhós e Talhas, no concelho de Macedo de Cavaleiros, devido à falta de médico.
A abertura da extensão de Izeda veio colmatar o problema destas populações, uma vez que dista, apenas, cerca de 10 quilómetros das duas localidades.


