Ter, 27/02/2007 - 11:36
O ministro da Saúde, Correia de Campos, preferiu passar ao lado do relatório da comissão que previa a extinção do serviço naquela cidade e a criação duma Urgência Básica em Mogadouro.
A falta de meios técnicos e, sobretudo, humanos, ditou a morte prematura desta valência no Planalto Mirandês, o que acabou por jogar a favor de Macedo de Cavaleiros, tal como já havia sido ventilado pela coordenadora da Sub-Região de Saúde de Bragança, Berta Nunes.
Outros desenvolvimentos poderão surgir em Chaves, onde o Ministério da Saúde propõe a criação de um Serviço de Urgência Básica, contrariando as expectativas da população, que exige um serviço da categoria Médico-Cirúrgica.
Os protestos na cidade flaviense já se fizeram sentir e Correia de Campos dá sinais de abertura, tendo anunciado que, ainda esta semana, vai reunir com autarcas do Alto Tâmega.
Apesar do recuo, o responsável deixa no ar a possibilidade de encerrar as seis urgências que, no passado sábado, foram alvo de protocolo entre o Ministério da Saúde e os municípios de Macedo de Cavaleiros, Montijo, Cantanhede, Santo Tirso, Fafe e Espinho.
Em declarações ao Correio da Manhã, o governante foi bem claro. Os hospitais em causa prestam “um serviço estimável de presença”, mas não garantem “a segurança e qualidade exigíveis no século XXI”, salientou, e disse mais: são “serviços a que se chama Urgências sem o serem”.
Citado pelo mesmo diário, Correia de Campos classificou os protocolos como uma foram de resolver “a contento de todos” a transição entre “o presente e o modelo futuro”.
No meio de avanços e recuos, há algo que merece ser realçado no trabalho da comissão que estudou a reorganização dos serviços. Ao contrário do habitual, não é só o interior do País a pagar a factura dos números. Várias cidades do povoado litoral estão na lista negra, e nem a urgência do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, escapou à sentença de morte.


