Qui, 22/02/2007 - 10:53
Promovida pelo Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade (CEPESE), a iniciativa contou com a participação de diversos oradores que apresentaram as suas conclusões relativamente à valorização do património histórico – cultural regional, bem como do minério de ferro em Moncorvo.
“Pretendemos estabelecer uma plataforma de reflexão e, com isso, que o projecto cultural daqui venha a ter uma importância diferente da de outros concelhos, respeitando e valorizando a sua identidade”, referiu o presidente do CEPESE, Fernando de Sousa.
Esta estratégia, segundo o catedrático, tem que passar pela afirmação do património histórico – cultural do concelho. “Independentemente da sua exploração ser rentável ou não, temos que nos lembrar que o ferro é o que dá identidade a Moncorvo, pelo que é em torno disso que deveríamos construir um centro de estudos”, defendeu o responsável.
Já para Luís Alexandre Rodrigues, o património concelhio deveria ser abordado numa perspectiva de interacção regional. “É necessário valorizar, promover e defender os valores, mas não de uma forma local ou paroquial”, defendeu o especialista. Assim, o património de Moncorvo deve estar articulado com a vertente económica. “A arte está associada a esse sector, pelo que se deveria interligar ao turismo, mas de um modo sério e sustentável”, sublinhou Luís Alexandre Rodrigues.
Recorde-se que, em simultâneo, estavam patentes, naquele espaço, as exposições “Biblioteca Municipal de Torre de Moncorvo – 1997/2007 – 10 anos em actividade” e “Memória de Torre de Moncorvo no Arquivo Histórico”. Já no sábado, decorreu a apresentação do livro “Os meninos da Roda em Torre de Moncorvo”, da autoria de Virgílio Tavares e Lúcia Pedro.


