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"É preciso abrir mais mercearias de produtos transmontanos"

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Qua, 23/03/2016 - 11:08


Justa Nobre saiu de Vale de Prados, no concelho de Macedo de Cavaleiros com 16 anos. Aos 58 anos, está na lista dos melhores chefs portugueses. Quando começou a chefiar um restaurante em Lisboa, estava longe de imaginar o reconhecimento que ia ter, e que se acentuou após ter participado em alguns programas de televisão, como o caso do Masterchef  da RTP, em 2011. Justa Nobre elogia o trabalho que tem sido feito para divulgar os produtos transmontanos na capital e pede que se abram mais mercearias que os disponibilizem.

O que esperava encontrar em Lisboa, quando saiu da sua terra, há mais de 40 anos?

Quando acabei a quarta classe, não via oportunidades de emprego em Vale de Prados e Macedo de Cavaleiros. Fui para Lisboa, fazer companhia a uma menina da minha idade, com problemas de saúde. Por Lá fiquei, casei aos 19 anos e aos 21 anos entrei no ramo de hotelaria.

Como começou a sua carreira na cozinha?

Sempre gostei muito de cozinhar. Saí de Trás-os-Montes com muita vontade de cozinhar e com algum saber que as minha avós, as minhas tias e a minha mãe me transmitiram. Em Lisboa, fui sempre mantendo a minha curiosidade e aprendendo. Aprendi a fazer pratos mais sofisticados, mas gostava sempre de manter a ligação aos pratos transmontanos. Aos 21 anos, o chefe da empresa onde o meu marido trabalhava decidiu abrir o restaurante “Trinta e Três”, na Rua Alexandre Herculano. Como sabia que eu cozinhava muito bem, convidou-me para chefiar o restaurante. Na altura, não foi muito fácil aceitar essa proposta, porque não tinha muita experiência. Ele insistiu, e eu aproveitei e fiz-me à vida. Não tenho nenhum curso, de nenhuma escola, mas tenho a experiência da vida e o gosto pela cozinha. 

Ler entrevista completa na edição impressa ou versão PDF. 

Por: Sara Geraldes