Costa Boal reforça aposta nas vinhas velhas de Trás-os-Montes com quatro novas referências Palácio dos Távoras
As novidades incluem o Palácio dos Távoras Vinhas Velhas Branco 2023, o Palácio dos Távoras Vinhas Velhas Tinto 2021, o Palácio dos Távoras Alicante Bouschet 2023 e o Palácio dos Távoras Gold Edition Tinto 2021
A Costa Boal Family Estates acaba de lançar quatro novas colheitas da gama Palácio dos Távoras Vinhas Velhas, produzidas exclusivamente a partir de parcelas históricas da Quinta dos Távoras, em Mirandela. As novas referências reforçam a estratégia da produtora na valorização das vinhas velhas de Trás-os-Montes e na afirmação de vinhos de origem, identidade e elevado potencial de guarda.
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As novidades incluem o Palácio dos Távoras Vinhas Velhas Branco 2023, o Palácio dos Távoras Vinhas Velhas Tinto 2021, o Palácio dos Távoras Alicante Bouschet 2023 e o Palácio dos Távoras Gold Edition Tinto 2021, este último produzido a partir de uma microparcela de vinhas velhas e numa edição muito limitada.
Atualmente, a Costa Boal Family Estates preserva 22 hectares de vinhas velhas na sub-região da Terra Quente, em Mirandela, incluindo várias parcelas centenárias consideradas um dos mais relevantes patrimónios vitícolas da região. Segundo a empresa, o trabalho desenvolvido vai além da produção de vinho, traduzindo um compromisso com a preservação da biodiversidade, das castas tradicionais e da memória agrícola transmontana.
“Uma vinha centenária não pode ser recriada… pode apenas ser preservada. Produzir vinho a partir destas parcelas significa interpretar um património construído ao longo de décadas, respeitando a identidade de cada vinha e garantindo a sua continuidade para as próximas gerações”, afirma António Boal, CEO e produtor da Costa Boal Family Estates.
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A empresa destaca que, depois de durante muitos anos terem sido vistas como parcelas de baixa rentabilidade, as vinhas velhas assumem hoje um papel central na viticultura de qualidade, graças à profundidade dos seus sistemas radiculares, à diversidade genética proporcionada pelos field blends, aos baixos rendimentos naturais e à capacidade de expressar o terroir.
Na Quinta dos Távoras, cada parcela é acompanhada individualmente, privilegiando-se práticas de mínima intervenção na vinha e na adega, de forma a preservar o caráter próprio de cada colheita.
Paralelamente, a Costa Boal está a desenvolver, em colaboração com entidades académicas e científicas, um projeto de mapeamento e caracterização das castas presentes nas vinhas históricas da propriedade. A iniciativa prevê a identificação varietal e a caracterização genética, agronómica e química das videiras, contribuindo para o conhecimento científico e para a conservação da diversidade vitícola de Trás-os-Montes.
As quatro novas referências apresentam perfis distintos. O Palácio dos Távoras Vinhas Velhas Branco 2023 resulta de um field blend de castas tradicionais, destacando-se pela frescura, mineralidade e potencial de evolução. O Vinhas Velhas Tinto 2021 nasce igualmente de um lote de castas antigas, evidenciando profundidade e elegância. Já o Alicante Bouschet 2023 procura demonstrar o potencial da casta em Trás-os-Montes, enquanto o Gold Edition Tinto 2021 representa uma interpretação exclusiva do terroir da Quinta dos Távoras.
Todos os vinhos são produzidos a partir de vindima manual, seleção criteriosa das uvas e uma filosofia de mínima intervenção, complementada por estágio em barricas de carvalho francês, procurando preservar a identidade das vinhas e da colheita.
“Hoje, os consumidores procuram cada vez mais autenticidade e origem. Um grande vinho não vive apenas na garrafa; vive na vinha que lhe dá origem, na paisagem, na gastronomia e na história que consegue transmitir”, sublinha António Boal.
Segundo a produtora, estas referências foram concebidas tanto para acompanhar a gastronomia como para envelhecer em garrafa, refletindo o potencial das vinhas velhas como um dos principais ativos da viticultura portuguesa.















