Arte dentro e fora de portas: Bragança acolhe exposição de Michel Bassompierre

Foi inaugurada, ontem, a exposição “A Magia da Criação” do escultor francês, Michel Bassompierre, que tomou conta da cidade de Bragança. A exposição temporária tem esculturas expostas em vários espaços públicos e no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, que celebra 18 anos de atividade. O diretor do centro de arte, António Meireles, explica que a […]

01 jul. 2026, 12:24

Foi inaugurada, ontem, a exposição “A Magia da Criação” do escultor francês, Michel Bassompierre, que tomou conta da cidade de Bragança.

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A exposição temporária tem esculturas expostas em vários espaços públicos e no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, que celebra 18 anos de atividade.

O diretor do centro de arte, António Meireles, explica que a mostra reúne mais de uma centena de peças, incluindo obras inéditas.

“Temos a obra artística assumida enquanto tal; um produto artístico que foi desenvolvido pelo escultor acompanhando todo o processo, como são as peças moldadas em barro e que depois, em alguns casos, são cozidas para perdurar no tempo, mas também peças que são passadas para gesso. Temos peças que têm um sentido pedagógico, porque fazem parte do processo de criação e do desenvolvimento das obras que, em alguns casos, são expostas pela primeira vez.”

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Michel Bassompierre faleceu no passado mês de abril aos 78 anos. Segundo o Filho, Guilhaume Bassompierre, esta é, agora, considerada uma homenagem ao escultor.

“Imaginámos esta exposição quando ele ainda estava entre nós e preparámo-la em conjunto. Agora, dois meses após a sua morte, ganhou um significado ainda mais forte. Tornou-se uma homenagem, a primeira de uma longa série. E é em Bragança que esta primeira homenagem acontece. O que nos deixa muito felizes. Temos um carinho muito especial por Portugal, onde temos muitos amigos. Quanto aos ursos, para um escultor animalista, são um tema que permite criar figuras nas mais variadas posições, deitados, de costas, de barriga para baixo, a fazer cambalhotas”, explicou.

Graça Morais também se mostrou agradada pela exposição estar patente no Centro de Arte que a homenageia. A artista considera ser “muito positivo” que esta exposição tenha vindo para a cidade através de mecenas. “Era muito bom que houvesse mais mecenas a apoiar estes espaços de arte que estão muitas vezes a depender do Estado. Eu não conhecia esta obra deste artista, que está espalhado pela cidade com peças que são os ursinhos, mas fico muito contente, quando outros artistas ocupam estes espaços maravilhosos feitos pelo Souto de Moura.”

Esta exposição composta, por esculturas em bronze, mármore e alabastro é considerada a “arca” de Michel Bassompierre. A mostra reúne algumas das obras mais emblemáticas do escultor, nomeadamente a “Le miel Nº5” e “L’empereur”, um pinguim de mármore e esculpido em grande escala, revela as diferentes etapas do processo criativo e pela primeira vez fora do ateliê do artista, estão também expostas várias obras originais.

A presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, destacou que a exposição convida à descoberta da cidade.

“Uma das peças está na Praça do Município. Todos os dias, as pessoas vão, tiram fotografias, tocam para ver se é realmente resistente e temos visto isso em muitos pontos da cidade. É um privilégio ter uma exposição destas, que está no interior do museu, mas que também está por toda a cidade, em pontos estratégicos e históricos, que convidam as pessoas a viver a cidade.”

Michel Bassompierre foi considerado “uma das principais figuras da escultura animalista contemporânea”.

A mostra pode ser visitada no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais até 18 de outubro e nos vários espaços públicos da cidade de Bragança até janeiro 2027.

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