PJ detém suspeito de burla informática e branqueamento de capitais
A detenção ocorreu no âmbito de uma investigação relacionada com um esquema criminoso associado ao fenómeno conhecido internacionalmente como “Romance Scam”, através do qual as vítimas eram alegadamente manipuladas, por meios informáticos e mediante a criação de relações de confiança, a efetuar transferências de elevadas quantias em dinheiro
Um cidadão estrangeiro, de 27 anos, foi detido, em Bragança, pela Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, fortemente indiciado pela prática dos crimes de burla informática e nas comunicações, falsidade informática e branqueamento de capitais.
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A detenção ocorreu no âmbito de uma investigação relacionada com um esquema criminoso associado ao fenómeno conhecido internacionalmente como “Romance Scam”, através do qual as vítimas eram alegadamente manipuladas, por meios informáticos e mediante a criação de relações de confiança, a efetuar transferências de elevadas quantias em dinheiro.
Segundo a PJ, o suspeito procedia à abertura de contas bancárias em instituições financeiras nacionais, utilizadas para a receção, movimentação e dispersão de fundos provenientes da atividade criminosa. As autoridades acreditam ainda que o detido praticava os atos necessários para ocultar a origem ilícita desses valores e integrá-los no circuito económico e financeiro.
A investigação permitiu identificar diversas contas bancárias tituladas pelo suspeito, abertas após julho de 2025, nas quais foram creditados montantes considerados manifestamente incompatíveis com o seu perfil económico e financeiro.
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As diligências realizadas apuraram, até ao momento, a movimentação de mais de 70 mil euros, existindo fortes indícios de que o dinheiro teve origem em transferências efetuadas por vítimas do esquema fraudulento. Os montantes eram posteriormente movimentados através de operações bancárias destinadas a dificultar o rastreio da sua proveniência, localização e destino final.
A Polícia Judiciária refere ainda que a investigação recolheu elementos probatórios que apontam para a utilização do sistema financeiro nacional na circulação e dissimulação de vantagens patrimoniais provenientes da prática de ilícitos criminais.
O inquérito prossegue sob a direção do Ministério Público de Bragança, com o objetivo de identificar outros envolvidos, apurar a dimensão da atividade criminosa, localizar ativos de origem ilícita e identificar mais vítimas.
O detido será presente à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial, onde lhe serão aplicadas as medidas de coação consideradas adequadas.










