Festival PAN transforma Vilarelhos numa galeria de arte
Festival PAN – Encontro e Festival Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda em Meio Rural arranca esta sexta-feira
A aldeia de Vilarelhos, no concelho de Alfândega da Fé, recebe, a partir de hoje, a oitava edição do Festival PAN – Encontro e Festival Transfronteiriço de Poesia, Património e Arte de Vanguarda em Meio Rural. Criado na aldeia espanhola de Morille, em Salamanca, o festival realiza-se em Portugal desde 2015 e fixou-se em Vilarelhos em 2018.
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A vice-presidente da câmara de Alfândega, Maria Manuel Silva, esclarece que este é um festival bastante acarinhado pela autarquia, porque se entende que a arte deve chegar a toda a gente.
“É um festival fora da norma, fora da caixa. E este festival também tem nas suas genes esta ideia de romper um bocadinho com esta leitura de que, de facto, a cultura não chega a todo o território. Chega e chega muito bem. Nestes dias o festival transforma a aldeia, de facto, numa galeria quase a céu aberto. E para um município que também tem tido uma aposta bastante grande na questão cultural, e mais gostaríamos ainda de fazer, mas a cultura para nós é uma área bastante significativa, é uma área muito importante.”
Desde que acontece em Alfândega da Fé, o festival tem vindo a afirmar-se como um projeto cultural de referência no interior do país, promovendo o encontro entre artistas portugueses e espanhóis e envolvendo a comunidade local na organização e acolhimento das iniciativas.
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Subordinada ao tema “H2O”, a edição deste ano propõe uma reflexão sobre a água enquanto elemento essencial à vida, explica Francisco José Lopes, que pertence à direção do festival.
“Procuramos que os temas sejam abrangentes e tenham algo de comum em termos de preocupações, quer do lado espanhol, quer do lado português, porque tanto a organização em Espanha como a organização em Portugal envolvem sempre pessoas dos dois lados. E de facto nós temos uma visão completa, nós em Vilarelhos temos uma, e até no Concelho da Alfândega da Fé e talvez até o sul do distrito, temos uma perceção completamente diferente da água e da importância da água. Agora temos os Lagos do Baixo Sabor, mas temos muitas albufeiras pequenas, muitas pequenas barragens, e Murilo não tem nenhuma.”
Esta noite, o festival conta com o percurso “Vilarelhos – Aldeia da Poesia”, que dará a conhecer as novas placas poéticas instaladas nas ruas da aldeia.
Amanhã e domingo a programação prossegue com outras atividades. “Este encontro traz a Vilarelhos gente de Espanha, de Portugal, de muitos sítios de Portugal, de Lisboa, da zona de Coimbra, da zona de Aveiro, da zona de Viana do Castelo, da zona do Porto, do distrito de Bragança e Vila Real. Este ano, por exemplo, vamos falar de um nome muito importante na cultura do Douro, que é João de Araújo Correia, que tem uma tertúlia muito própria, e vamos celebrar os 100 anos do nascimento do pintor Artur Bual, por exemplo. Ou seja, transportamos para Vilarelhos temáticas que há uns anos eram quase impensáveis de serem trabalhadas e ainda por cima numa aldeia.”
Hélder Pousada, representante da junta de freguesia de Vilarelhos, sublinha que o festival é um evento muito aguardado pelas pessoas da aldeia.
“Para uma aldeia em que a maior parte dos habitantes são pessoas idosas, uma aldeia bastante envelhecida, isto é uma lufada de ar fresco. Até porque a população é muito envolvida nesta questão do alojamento. As pessoas propõem-se a receber em suas casas pessoas que vêm de fora. E lá está, são 3 dias em que as pessoas saem à rua.”
O festival termina no domingo.















