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Dia do Trabalhador assinalado em Bragança contra o pacote laboral

Dia do Trabalhador assinalado em Bragança contra o pacote laboral
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  • 2 de Maio de 2026, 18:00

Dezenas de pessoas assinalaram o Dia do Trabalhador, em Bragança, numa manifestação contra o pacote laboral, que os sindicatos consideram ser um retrocesso nos direitos dos trabalhadores.

A principal reivindicação que marcou o 1.º de maio trata-se do “pacote laboral que está em jogo há oito meses e que até hoje a CGTP foi posta de parte. Segundo eles dizem, nós nunca quisemos colaborar, mas nunca estivemos a par das negociações e fomos colocados de lado. Estamos cá para reforçar esta luta. Nós só queremos os nossos direitos que foram adquiridos no 25 de abril. Não queremos perder o que os nossos pais lutaram por nós e que isso prejudique a geração futura”, referiu Eduardo Alves, coordenador da União dos Sindicatos de Bragança.

A manifestação decorreu na Praça Cavaleiro Ferreira e juntou professores, enfermeiros, comerciantes locais e também trabalhadores do Matadouro Industrial do Cachão.

Artur Correia é delegado sindical e trabalha no matadouro há mais de 30 anos. Disse que a falta de respostas da administração, depois do anúncio do processo de insolvência, está a deixar os trabalhadores frustrados. “Desde a primeira reunião connosco sobre o processo de insolvência que nunca mais reuniram connosco. Não sabemos nada ainda. O nosso sindicato marcou uma reunião com as câmaras, mas essa reunião nunca aconteceu. Sentimo-nos um bocado frustrados com aquilo que se passa na nossa região, porque já nos fecharam o complexo e agora querem fechar o matadouro, é mesmo para aquilo ficar deserto”, afirmou.

Márcio Pinheiro, trabalha na Faurecia, em Bragança, e também participou na manifestação. Está igualmente contra o pacote laboral e, em simultâneo, reivindica melhores salários para responder ao aumento do custo de vida. “Não há um português que não sinta um aumento de custo de vida. É na comida, nos combustíveis que estão muito caros. Nós temos aqui a Espanha mesmo ao lado, são cerca de 40 a 50 cêntimos mais barato e eles possuem salários maiores que os nossos e eles queixam-se dos preços dos combustíveis, o que diremos nós”, apontou.

A CGTP anunciou, entretanto, a convocação de uma nova greve geral para o dia 3 de junho.

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Written By
Rita Teixeira