O presidente da Universidade Politécnica de Bragança, Orlando Rodrigues, diz que os números dos estudantes colocados na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior para o ano letivo 2026-2027, na instituição brigantina, não preocupam.
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Recorde-se que foram colocados 802 alunos, mas há 14 cursos sem nenhum candidato. "Não preocupam, porque houve um crescimento relativamente ao ano passado, houve vários cursos, alguns dos quais não tinha acontecido o ano passado, mas que ficaram logo completos nesta fase", disse Orlando Rodrigues.
A UPB abriu quase duas mil vagas. Sobre as restantes que faltam preencher, Orlando Rodrigues não tem dúvidas de que essas "destinam-se a ser ocupadas pelos diversos regimes de ingresso no ensino superior", ainda na segunda e terceira fase. "Este ano a segunda fase vai trazer também bastantes alunos, é a nossa convicção. Mas depois temos a via dos estudantes, a via para os estudantes oriundos das vias profissionalizantes, os alunos provenientes de cursos técnicos pós-profissionais, os internacionais e outros regimes com menos pressão", apontou.
Mas Orlando Rodrigues não poupou críticas às políticas de coesão e de distribuição equitativa das vagas pelo território. "Estamos a assistir a uma política de coesão inversa. Os incentivos que existiam para atrair estudantes para as regiões do interior foram reduzidos, enquanto os alunos que escolhem os grandes centros do litoral passam a beneficiar de bolsas mais elevadas. Isto prejudica duplamente os estudantes e as instituições do interior", afirmou.
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Reforçou ainda que "ao mesmo tempo, o aumento de vagas nas instituições de Lisboa e do Porto reforça a atração dos estudantes para esses centros, dificultando a captação de alunos pelas instituições do interior. É uma situação preocupante, porque não existe atualmente uma verdadeira política de diferenciação positiva para estas instituições, apesar do seu papel fundamental na coesão e no desenvolvimento regional", rematou.
Recorde-se que, em 2025, esta instituição colocou 762 novos estudantes, menos 237 face à mesma fase do ano 2024, o que se traduziu numa diminuição de 23,7%. Mas este ano registou um aumento, conforme indicam os números.




