Óculos certificados são essenciais para observar o eclipse de 2026, alerta investigador

Pedro Mota Machado deixou um forte alerta para a necessidade de utilizar exclusivamente óculos certificados para observar o eclipse. "Não se pode usar radiografias, vidros esfumados, nada disso", alertou.

23 jul. 2026, 07:58

O investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e comissário nacional para o Eclipse Total do Sol de 2026, Pedro Mota Machado, apelou ao público para aproveitar um fenómeno astronómico "raríssimo", que poderá ser observado quase na totalidade na região de Bragança e no Parque Natural de Montesinho. Mas alertou para a utilização de óculos certificados para se observar o eclipse.

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Durante a conferência "Entre a Luz e a Sombra – Eclipse Total do Sol", que decorreu terça-feira, no Auditório Paulo Quintela, em Bragança, numa iniciativa de preparação para aquele que será um dos acontecimentos científicos mais marcantes das próximas décadas em Portugal, Pedro Mota Machado deixou alguns conselhos à população para uma experiência “única”.

Pedro Mota Machado deixou um forte alerta para a necessidade de utilizar exclusivamente óculos certificados para observar o eclipse. "Não pode ser radiografias, vidros esfumados, nada disto. Tem que ser mesmo com óculos certificados", alertou, lembrando que a observação direta do Sol sem proteção adequada pode provocar lesões permanentes na retina.

Uma parte destes óculos vão ser distribuídos gratuitamente através de patrocinadores, do Centro Ciência Viva e, futuramente, também em algumas farmácias, estando ainda a ser finalizados os protocolos de distribuição.

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O eclipse decorrerá durante cerca de duas horas, entre as 18h30 e as 20h30, embora a fase de máxima ocultação irá durar apenas cerca de 26 segundos. "São 26 segundos inesquecíveis. Deixa uma marca psicológica enorme”, afirmou.

O investigador explicou que um dos principais objetivos da sessão foi aproximar a ciência da população, tornando a informação acessível a todos.

"A ideia é ser uma sessão inclusiva. Isto é algo que é para todos, para todos fruírem, para todos compreenderem o que é que estão a ver", afirmou.

O responsável recordou que este será o primeiro eclipse total do Sol visível em Portugal continental em mais de um século e que o próximo apenas acontecerá em 2144.

Entre as particularidades do fenómeno, destacou a possibilidade de observar a coroa solar, normalmente invisível devido ao intenso brilho do Sol. "Quando o Sol estiver tapado pela Lua, vamos poder avistar em torno do Sol esta coroa solar, que ainda tem perguntas científicas em aberto", explicou.

Em Bragança, a ocultação do Sol atingirá cerca de 99,9%, proporcionando condições de observação excecionais. "Vai-se ver muito bem de Bragança. Vai-se ver da região em torno de Bragança, quase na totalidade", sublinhou.

Pedro Mota Machado acredita ainda que o fenómeno irá atrair investigadores e cientistas de várias áreas, mas garante que a prioridade será acompanhar e esclarecer o público durante toda a observação.