Melhoria das ligações rodoviárias continua a ser prioridade para Zamora
O presidente da Diputación Provincial de Zamora continua a defender a necessidade de melhorar as ligações rodoviárias entre Portugal e Espanha, considerando que a falta de infraestruturas continua a ser um dos principais entraves ao desenvolvimento económico e à cooperação transfronteiriça.
Javier Faúndez Domínguez apontou o atraso da N-122, que liga Bragança e Zamora, como um dos exemplos mais evidentes dessa realidade. O responsável lamentou que os cerca de 82 quilómetros entre a fronteira portuguesa e Zamora continuem a ser o único troço sem via rápida. “Não é lógico que do Porto até Helsínquia o único troço sem autoestrada sejam os 82 quilómetros entre a fronteira com Portugal e Zamora. Ninguém entende isso”, afirmou.
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O presidente criticou ainda os sucessivos atrasos na obra, recordando que o próprio Governo espanhol já admitiu um novo prolongamento dos prazos de execução, situação que poderá também aumentar significativamente o custo da intervenção.
Além da N-122, destacou a importância da estrada entre Puebla de Sanabria e Rihonor, incluída no Plano Socioeconómico de La Raya. Javier Faúndez Domínguez explicou7 que duas das quatro estradas previstas nesse programa já foram adjudicadas e que a ligação a Rihonor deverá ser a próxima a avançar. Contudo, advertiu que a intervenção em território espanhol, por si só, não resolverá o problema. “Se construirmos a estrada até Rihonor e depois não facilitarmos a ligação a Bragança, de pouco servirá”, alertou.
Assim, conforme clarificou, será indispensável um entendimento entre os governos de Espanha e Portugal, para garantir a continuidade da ligação do lado português, permitindo não apenas a circulação de veículos ligeiros, mas também de transporte pesado.
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Questionado sobre a perda de cerca de 29 milhões de euros de financiamento do PRR para a requalificação da ligação rodoviária entre Bragança e Puebla de Sanabria, reconheceu que se trata de uma notícia negativa, mas não é o fim de nada. “Perder financiamento nunca é bom, mas haverá outras oportunidades e outros mecanismos para melhorar esta via de comunicação”, afirmou, reforçando que a melhoria das acessibilidades é “essencial” para “potenciar o turismo, o comércio e a atividade empresarial” entre os dois lados da fronteira.















