Presidente do município de Torre de Moncorvo pede celeridade nos apoios aos agricultores afetados pelo mau tempo
O ministro dos Assuntos Parlamentares esteve, sábado, em Torre de Moncorvo, onde foi confrontado com os elevados prejuízos causados pelo mau tempo que atingiu o concelho, em fevereiro.
Questionado sobre o apoio do Estado, Carlos Abreu Amorim garantiu que o Governo está a acompanhar a situação de perto. “É evidente que o Governo está, não apenas totalmente atento, como todas essas queixas, participações, que foram feitas estão todas a ser analisadas e contabilizadas, em primeiro lugar pelas autarquias locais, pelas CIM. O Governo cumprirá a sua parte. O ministro da Coesão Territorial, o ministro da Agricultura e a ministra do Ambiente estão não só atentos como sabem perfeitamente que os prejuízos, sejam no litoral, sejam no interior, são sempre graves e o Governo deve acolher nessas áreas de aflição. Em zonas de baixa densidade, onde as oportunidades escasseiam, o emprego é mais difícil do que noutras zonas, estes prejuízos podem ter um significado um pouco mais dramático até”.
O presidente do município esclareceu que os prejuízos diretos da autarquia são de um milhão e 600 mil euros, enquanto os danos no setor agrícola ainda estão a ser avaliados, embora já exista um levantamento preliminar. José Meneses espera que a ajuda chegue rápido. “Nós não podemos parar porque estamos a falar de vias de comunicação onde passam diariamente muitas viaturas e é uma questão de segurança. Por isso mesmo temos de arrancar com a reabilitação destes circuitos. Os nossos prejuízos, ou seja, do município, rondam 1,6 milhões de euros e claro que depois há todos os prejuízos também do setor agrícola, ono Vale da Vilariça. Sei que houve, com os incêndios, um valor já pré-pago de prejuízos, mas com certeza não é o suficiente para muitos deles. Com os incêndios foi tudo muito célebre. É isso que nós esperamos também, é que seja célebre também na compensação destes nossos agricultores”.
O rio Sabor e os seus afluentes galgaram o leito, em fevereiro, atingindo em algumas zonas ribeirinhas níveis de até 10 metros de altura.
Neste momento, segundo dados também da autarquia, já foram feitas cerca de 50 participações.
