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Preço do cabaz alimentar desceu e está próximo dos valores registados em abril

Preço do cabaz alimentar desceu e está próximo dos valores registados em abril
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  • 12 de Junho de 2026, 07:52

O preço do cabaz alimentar monitorizado pela Deco Proteste registou uma descida de 3,74 euros na última semana, fixando-se agora nos 255,57 euros. Depois da subida verificada na semana anterior, esta é a maior redução das últimas semanas, aproximando-se o custo do cabaz dos valores observados no início de abril, quando custava 257,95 euros.

Apesar desta descida, a tendência anual continua a refletir um agravamento dos custos para os consumidores. Desde o início de 2025, a compra do mesmo conjunto de 63 produtos tornou-se 13,75 euros mais cara, o que representa um aumento de 5,69%. Em comparação com igual período do ano passado, o cabaz custa atualmente mais 14,79 euros, correspondendo a uma subida de 6,14%.

Entre 3 e 10 de junho, os produtos que registaram os maiores aumentos percentuais foram a couve-coração, cujo preço subiu 0,15 cêntimos (+9%), o pão de forma sem côdea, que aumentou 0,16 cêntimos (+7%), e a manteiga com sal, que ficou mais cara em 0,12 cêntimos (+5%).

Na comparação homóloga, a couve-coração lidera a lista dos produtos com maiores aumentos, custando atualmente 1,85 euros por quilograma, mais 37% do que há um ano. Seguem-se o carapau, que encareceu 32% para 5,38 euros por quilograma, e os brócolos, com uma subida de 28%, atingindo os 3,39 euros por quilograma.

A análise da Deco Proteste revela ainda que, desde janeiro de 2022, quando começou a acompanhar a evolução dos preços deste cabaz, o custo do mesmo conjunto de produtos aumentou significativamente. Nessa altura, era possível adquirir os 63 produtos por menos 67,87 euros do que atualmente, o que corresponde a uma diferença de 36,16%.

Desde o início da monitorização, os produtos que registaram os maiores aumentos percentuais foram a carne de novilho para cozer, que encareceu 125% e custa agora 13,08 euros por quilograma, a couve-coração, com um aumento acumulado de 87% para 2,10 euros por quilograma, e os ovos, cujo preço subiu 84%, atingindo também os 2,10 euros.

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Written By
Carina Alves