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Caminho em terra batida é o único acesso à Psiquiatria

Caminho em terra batida é o único acesso à Psiquiatria
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  • 22 de Julho de 2008, 09:11

Esta situação arrasta-se há cerca de um mês, altura em que as obras na Circular Interior engoliram o troço de alcatrão que fazia a ligação à unidade hospitalar, através do Centro de Educação Especial.
Os buracos e as lombas que se vão encontrando ao longo do percurso perturbam os utentes que se deslocam ao hospital para fazerem reabilitação e causam constrangimentos aos bombeiros e funcionários, que têm que redobrar a atenção para se desviarem dos obstáculos, mas acabam sempre por desgastar as viaturas.
“É um incómodo para os utentes, que se queixam por causa dos solavancos. A nós também nos causa prejuízos ao nível do desgaste dos carros, pois transportamos pessoas para a Fisioterapia todos os dias”, afirmou o comandante adjunto dos Bombeiros Voluntários de Izeda, Óscar Esménio.
Também os motoristas dos Bombeiros Voluntários de Miranda do Douro (BVMD) têm dificuldade em chegar ao Hospital Psiquiátrico, devido às más condições do piso. “Levamos utentes duas vezes por semana ao serviço de Fisioterapia e o caminho não está nas melhores condições”, constata o comandante dos BVMD, Hirondino João.
Para já, ainda não há registo de danos graves, mas os soldados da paz temem que, a longo prazo, os carros possam ter problemas. “Se a situação se prolongar o desgaste das viaturas é inevitável”, realçou Hirondino João.
Os profissionais do Hospital também se mostram descontentes com a situação. “Isto já está assim há meses e tem vindo a piorar. Já tenho o meu carro danificado por causa das obras”, salienta uma funcionária que prefere manter o anonimato.
“As obras estão a causar problemas para os utentes que têm que se deslocar cá, pois muitos deles sofrem de dores”, denuncia outro profissional, que também preferiu não revelar a identidade.

A primeira fase da Circular Interior só estará concluída no início de Setembro

À noite torna-se ainda mais complicado circular naquele troço, visto que não há qualquer tipo de iluminação e há estacas colocadas no meio do caminho. “Tratando-se de um hospital, penso que o acesso devia ser um pouco melhor. Agora esperamos que resolvam o problema o mais rápido possível”, realçou Óscar Esménio.
Confrontado com esta situação, o presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes, reconhece que as condições não são as melhores, mas diz que são as possíveis tendo em conta as obras que estão em curso.
O edil acrescenta, ainda, que se trata de um hospital com “movimento limitado” e lembra que, durante vários anos, o acesso era feito por “um caminho absolutamente intransitável”. Com a Circular, acrescenta o edil, “ ficará com acessos condignos”.
Quanto ao calendário da obra, Jorge Nunes afirma que a primeira fase da empreitada deverá estar concluída até ao início de Setembro.

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Redação