“Santa Maria de Sambade – percursos na História”
Como o título sugere, o percurso na investigação deste trabalho recuou tanto quanto foi possível, ou seja tão longe quanto “as palavras” o permitiram. Os recursos metodológicos basearam-se na consulta de documentos escritos manuscritos: Forais, Inquirições, Carta d´ entrega das terras e das possissões e aldeya de sanbadi, Tombo da Igreja de Nossa Senhora de Sambade, Memórias Paroquiais. E de fontes impressas, como a obra de Francisco Manuel Alves (Abade de Baçal) – Memórias Arqueológico- Históricas do Distrito de Bragança.
A capa do livro é uma belíssima pintura barroca, encontrada, casualmente, numa tábua pintada no interior de um arcaz, na sacristia.
Sambade foi uma das abadias mais ricas da região, tendo acolhido figuras notáveis ligadas à igreja
“Santa Maria de Sambade – percursos na História” tem três capítulos: o primeiro contextualiza geograficamente o trabalho numa aldeia do Nordeste Transmontano. O segundo indaga sobre a história desta aldeia do concelho de Alfândega da Fé, ao passo que o terceiro regista uma parte do património da freguesia, desde o património civil ao religioso, como é o caso da Igreja Matriz e de oito capelas, duas das quais registadas, apenas, pelos depoimentos orais e ainda um registo de vocábulos.
Uma das conclusões deste trabalho é que Sambade foi uma das abadias mais ricas da região, pois nela estiveram vultos notáveis ligados à Igreja e que esta freguesia tão desertificada ombreou com muitas outras de renome, tal como os autores provam no sub-capítulo: Sambade – abadia e reitoria.
Este estudo dá a conhecer Sambade num contexto geográfico e administrativo, mas também ao nível da sua área geográfica circundante. Foi constatado que algum do património que liga Sambade a um passado de glória foi sucessivamente adulterado, embora esta aldeia ainda possua vestígios muito significativos de que todos os sambadenses muito se orgulham.

