Argozelo
Estas foram, de resto, a linhas de força da campanha levada a cabo em 2005, que levaram Luís Rodrigues à vitória. Passaram quase três anos e não há sinais de investimentos de vulto na vila de Argozelo, que é a segunda maior freguesia do concelho.
Aliás, não se pode dizer que a vila tenha razões para estar contente com os sucessivos executivos que têm passado pelos Paços do Concelho de Vimioso. Basta olhar para vilas como Izeda, Sendim ou Torre D. Chama para ver que, em Argozelo, há muito a fazer em matéria de delegação de competências ou de criação de equipamentos públicos.
Apesar das expectativas criadas à volta de projectos como o da cortinha ou do Museu Mineiro, em termos de grandes obras tudo o que os argozelenses conseguiram nos últimos anos foi a requalificação do Largo Dr. Manuel Teles e de S. Sebastião, em parte à custa do programa da Rota da Terra Fria. Nas minas foi melhorado o campo de futebol e criado um museu a céu aberto, que enquanto não tiver um centro interpretativo e zonas de lazer estará sempre manco.
Tamanha falta de investimento contrasta com o dinamismo das gentes de Argozelo, seja em Trás-os-Montes, no País ou no Mundo. Por isso, Luís Rodrigues não tinha alternativa à renúncia de mandato.

