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Estrada do Penacal ao abandono

Estrada do Penacal ao abandono
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  • 19 de Agosto de 2008, 09:34

São cerca de 11 quilómetros que já não conhecem obras de fundo há quase 40 anos. Mário Fernandes, natural de Faílde, lembra-se de ter andado a alcatroar este troço há quase quatro décadas e lamenta o facto do piso ainda ser primitivo.
António Rodrigues, residente na mesma aldeia, confirma que desde que colocaram o primeiro piso, na década de 70, só deitaram remendos para tapar alguns buracos e a estrada tem vindo a degradar-se ano após ano.
Os utilizadores da EN217 estão indignados com o facto desta via estar arranjada no troço que liga o cruzamento de Faílde e Lagoa, já no concelho de Macedo de Cavaleiros, e dos cerca de 11 quilómetros entre S. Pedro e Faílde terem caído no esquecimento. “Para além dos gastos nas viaturas é uma estrada perigosa, principalmente no Inverno”, denuncia Rui Pereira, um automobilista ouvido pelo Jornal NORDESTE.
O presidente da Junta de Freguesia de Faílde, Dinis Garcia, também lamenta o “estado lastimável” em que se encontra esta estrada. “Esta é a principal ligação de nove aldeias à sede de concelho. Existe uma via por Mós mas não pode servir de alternativa, uma vez que se trata de um caminho rural que foi alcatroado e é demasiado estreito e acidentado”, acrescenta o autarca.

Autarquia já expôs o caso ao Governo, mas sem sucesso

Já o presidente da Câmara Municipal de Bragança, Jorge Nunes, mostra-se solidário com os automobilistas e garante que a autarquia já denunciou o problema ao Ministério dos Transportes e Obras Públicas. “Fizemos chegar um abaixo-assinado ao Ministério e a resposta que tivemos foi que não há previsões para o arranjo daquele troço”, lamenta o edil.
Com este acesso em más condições, o autarca de Faílde reclama a criação de uma alternativa municipal entre esta localidade e a Sarzeda, numa extensão de cerca de 6 quilómetros.
No entanto, apesar desta obra ter sido promessa eleitoral, o presidente da CMB afirma que o projecto existe, mas o investimento da autarquia está canalizado para ligações mais importantes, como é o caso de Penacal – Freixedelo (Grijó de Parada) e para a rectificação do troço Mós- Paredes, onde ficará um nó da A4.
O Jornal NORDESTE questionou as Estradas de Portugal sobre o mau estado da EN 217, mas não obteve qualquer resposta até ao fecho desta edição.

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Redação