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Vilas Boas recebe milhares de peregrinos

Vilas Boas recebe milhares de peregrinos
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  • 19 de Agosto de 2008, 10:03

“Temos gente que vem da Guarda, Portalegre, Viana do Castelo, Caminha ou Arcos de Valdevez”, conta o presidente da Comissão Fabriqueira do Santuário de Nossa Senhora da Assunção, Delfim Gomes.
Esta romaria secular reúne, ano após ano, cerca de 40 mil pessoas, que são movidas pela fé. “O momento que concentra um maior número de peregrinos é a chegada da procissão ao santuário. Esse é o momento de ouro”, salienta o pároco.
As obras inauguradas no ano passado também contribuíram para a melhoria das condições de quem elege este local para as suas orações. “Trouxeram mais qualidade aos peregrinos, mais conforto e, até, mais beleza ao santuário. Mas o que traz aqui as pessoas é sem dúvida a fé”, acrescenta Delfim Gomes.
Desde que este espaço de culto apareceu na telenovela da TVI “A Outra” que o número de visitantes tem aumentado ao longo do ano. “Já vieram cá pessoas de diversos pontos do País e até da Colômbia”, conta Mário Oliveira, zelador do santuário.
Recorde-se que a construção deste santuário teve início com a aparição de Nossa Senhora à menina Maria de Vilas Boas, em 1673, tendo-lhe pedido para que a população preservasse uma pequena capela abandonada no cimo do monte. O recado foi transmitido e, a partir daí, o templo foi reerguido, a fé aumentou e os milagres multiplicaram-se.

Pelourinho que se ergue no centro da aldeia guarda a história dos tempos em que Vilas Boas foi vila e sede de concelho

Ainda hoje, a população desta freguesia dedica grande parte do seu tempo livre ao santuário Mariano mais importante de Trás-os-Montes. “É uma comunidade que trata com zelo e com carinho deste espaço religioso. É o santuário que une a população”, sublinha o padre Delfim.
A par deste ex-libris, que permite avistar todo o distrito de Bragança, Vilas Boas guarda, ainda, património histórico digno de visita. Destaque para o pelourinho que é testemunho dos tempos áureos em que Vilas Boas foi vila e sede de concelho, até 1836.
Além disso, a igreja, as capelas, as casas brasonadas, as fontes de mergulho, o lagar de azeite de varas de Vilas Boas, bem como os lugares de Ribeirinha e de Meireles também são locais de interesse.
Com 470 eleitores, esta freguesia vai resistindo ao fenómeno de desertificação que assola o Nordeste Transmontano. O mini-centro escolar ainda funciona com 20 alunos e o jardim-de-infância conta com cerca de 12 crianças.
Mesmo assim, a Junta de Freguesia de Vilas Boas (JFVB) criou, há cinco anos, um incentivo à natalidade no valor de 250 euros. “É uma forma simbólica de chamar a atenção das pessoas para o problema. Há 2 anos apoiamos o nascimento de 13 crianças e este ano vão ser contempladas mais sete”, realçou o presidente da JFVB, Abílio Evaristo.

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Redação