Artesãos cativam turistas
Os cerca de 15 expositores que participaram na mostra realçaram que o mês de Agosto é sinónimo de mais movimento, mas lembram que a crise está instalada e a maioria dos visitantes procura, apenas, uma recordação da cidade.
Por isso, os artigos que têm mais saída são as peças mais pequenas, que também são mais baratas. “Aquilo que vendo mais são máscaras em ponto pequeno e fisgas”, conta Julieta Alves, a artesã conhecida pelas cantarinhas de Pinela.
Também Ana Catarina, de 18 anos, realça que trouxe umas bonecas que vendeu facilmente, mas as rendas em frioleira são mais difíceis de vender porque se trata de peças valiosas, que rondam os 40 euros.
Mesmo assim, os artesãos mostram-se satisfeitos com a Feira de Artes. “É uma forma de divulgarmos o nosso trabalho e de animarmos esta rua”, realçou Ana Luísa, artesã de 32 anos.
Isabel Oliveira deslocou-se de Viseu para conhecer a capital de distrito e considera a Feira de Artes um evento interessante para animar a cidade. “Estou a gostar. Ando à procura de um objecto típico para levar de recordação”, acrescentou a turista.
Para valorizar os trabalhos manuais da cidade de Bragança, os artesãos estão a trabalhar na criação de uma associação que poderá ser criada até final do ano.
No entanto, a falta de união entre os artífices é um entrave ao nascimento da colectividade. “O que tem atraso a associação é o facto das pessoas são se juntarem”, lamenta Julieta Alves.
Os artesãos prometem sair à rua, novamente, em Setembro.

