Montalegre recebeu Camião Cross
Bancadas cheias, muita adrenalina, num espectáculo que recebeu a caravana do Campeonato Francês de Camião Cross, numa prova pontuável para o campeonato gaulês da modalidade, à qual se juntaram alguns dos especialistas nacionais que em tempos já teve um campeonato no nosso país.
A prova aconteceu fruto de uma parceria entre o Município de Montalegre, Clube Automóvel de Vila Real e Desigual Eventos, entidade promotora. Tudo somado resultou numa extensa lista de inscritos, a maior de sempre no nosso país.
Dividido em quatro categorias, a dos Super Camião Cross é a principal e aquela onde encontramos as mais potentes e espectaculares máquinas, que podem ser 4×2 ou 4×4, com um peso mínimo de 4,8 toneladas. São protótipos construídos a partir de modelos que tenham ou já tenham tido homologação FFSA ou FIA para corridas em circuitos e que chegam a debitar potências acima dos 1000cv. Segue-se a categoria Camião Cross, onde alinham tractores 4×2 ou 4×4, sem distinção de cilindrada e com um peso de mínimo de 4,8 toneladas. Na categoria Camião Standard alinham camiões 4×2 e com uma cilindrada máxima de 18500c.c., para um peso mínimo de 4,5 toneladas. E, finalmente, na categoria camião Ligeiro, criada em 2004, alinham os tractores 4×2, que na estrada pesam entre 3,5 e 5 toneladas, mas que aqui estão limitados a um peso mínimo de 2,2 toneladas.
Falaram em português
os vencedores das Classes 4 e 3
Entre os inscritos encontraram-se todas as estrelas francesas da modalidade, sendo de destacar os sempre espectaculares Jeremie Belair (Scania L111), Christophe Thevenot (Kenworth T2000) e Robert Leonel (Mack BS400). Já no que toca à armada portuguesa, José Rodrigues foi a estrela maior dando sequência ao triunfo obtido, no ano passado, em Baltar.
Como já foi referido, falaram em português os vencedores das Classes 4 e 3 deste Camião Racing Internacional de Montalegre depois dos triunfos de José Rodrigues e Eduardo Rodrigues. Porém, já antes, na Final B, Bruno Neto e Avelino Reis terminaram nas duas primeiras posições e com isso asseguraram a presença na Final principal, partilhando a última linha. Dizer também que na Final A, pela primeira vez, tínhamos em simultâneo nomes como José Rodrigues, Christophe Thevenot e Jeremie Belair, sem duvida os três que mais se destacaram ao longo das mangas e que prometiam um grande espectáculo durante as decisivas seis voltas.

