Vimioso aposta em Museu de Arte Sacra
Este espaço cultural está inserido no projecto de requalificação urbanística da Praça Eduardo Coelho, que contempla, ainda, a criação de um posto de turismo.
A Câmara Municipal de Vimioso (CMV) já adquiriu o mobiliário e equipamento informático para apetrechar o museu, mas ainda falta definir, em conjunto com os párocos do município, as peças religiosas que vão ficar em exposição.
“ Numa primeira fase vai haver alguma relutância por parte da população para deixarem sair as peças das suas paróquias, pelo que vai ser necessário fazer alguma pedagogia junto das pessoas”, esclareceu o vice-presidente da CMV, Jorge Fidalgo.
No entanto, o autarca realça que o espaço vai ser dotado de todas as condições de segurança, desde alarme a sistema de videovigilância e serão efectuados seguros para as peças mais valiosas.
Museu vai mostrar a riqueza patrimonial das 22 igrejas e inúmeras capelas espalhadas pelo concelho
A ideia é dotar o museu de figuras, vestes e objectos religiosos, para mostrar aos visitantes a riqueza do património existente no concelho. “Há peças que estão guardadas que podem ficar expostas permanentemente e também teremos outra vertente com exposições temporárias alusivas a cada uma das freguesias”, salienta Jorge Fidalgo. Além disso, o museu também deverá contar com mostras temáticas dedicadas às festividades religiosas, como é o caso das celebrações pascais ou natalícias.
Os visitantes poderão conhecer, ainda, a riqueza cultural e social das aldeias, através de um registo fotográfico que vai ser disponibilizado através de um computador.
Segundo Jorge Fidalgo, o museu representa um investimento que ronda os 270 mil euros, comparticipados pelo Estado e por fundos comunitários, ao passo que a requalificação do edifício que vai acolher o posto de turismo custou cerca de 215 mil euros.
O objectivo deste projecto é mostrar a riqueza patrimonial das 22 igrejas e das inúmeras capelas espalhadas pelo concelho, convidando os turistas a visitarem o Mundo Rural. “A par da riqueza do património religioso também temos paisagens naturais e outros pontos de interesse que podem ser visitados pelas pessoas. Aquilo que nós pretendemos é que os turistas ao visitarem o museu vão também às aldeias”, enfatiza Jorge Fidalgo.

