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Folclore anima Palaçoulo

Folclore anima Palaçoulo
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  • 16 de Setembro de 2008, 09:50

A população saiu à rua para receber grupos de folclore que se deslocaram de diversos pontos do País e os forasteiros que se mostravam fascinados com os sons e as danças tradicionais. “Este é o terceiro ano que venho a este Festival, porque gosto de ver os pauliteiros e os ranchos folclóricos, já que na minha zona não há grupos deste género”, afirmou Manuel Touriel, que se deslocou de Angueira (Vimioso).
Este evento inseriu-se nas Festas de Santa Bárbara que, segundo os mais antigos, são as festividades dedicadas aos pauliteiros. Por isso, depois da eucaristia, os grupos da dança dos paus da terra entraram em cena para protagonizarem os “llaços” seculares que vão sendo transmitidos de geração em geração.
“Nós dançamos à volta de 20 “llaços” diferentes, mas há um que só dançamos uma vez por ano, que é em frente à igreja quando fazemos o peditório para as Festas de Santa Bárbara”, conta Gualdino Raimundo, o pauliteiro mais antigo do grupo.
Já no palco do Festival, os pauliteiros voltam a animar o público com danças variadas que têm em comum o espírito guerreiro e as letras em língua mirandesa. O espectáculo teve início com o grupo de pauliteiros mais novo, que conta com elementos entre os 8 e os 9 anos. Todos aprendem os movimentos desta dança para darem continuidade a uma tradição que vai passando de pais para filhos.
De seguida entraram em cena os elementos do grupo intermédio, cujas idades rondam os 16 anos. O ritmo era ligeiro, mas mais calmo do que aquele que se seguiu com o grupo sénior. “São danças viris, guerreiras, que têm uma componente de força e de garra, pelo que nalguns “llaços” mais movimentados se batem o paus com mais força”, explica Gualdino Raimundo.

Pauliteiros de Palaçoulo mantêm a tradição da dança dos paus apenas com elementos masculinos

Em palco estavam os oito elementos que compõem cada grupo, os três instrumentistas (gaita-de-foles, caixa e bombo) e as portas bandeiras, que são os únicos elementos femininos.
A festa continuou durante a tarde com a actuação do Rancho Folclórico e Etnográfico “Vale Choupinho” – Relvas (Caldas da Rainha), do Rancho Folclórico de S. Pedro da Raimonda (Paços de Ferreira), do Rancho Folclórico de Poceirão (Palmela) e do Grupo Folclórico da Casa do Povo de Martim (Barcelos).
Trata-se de um intercâmbio intercultural que o presidente da Associação Caramonico, Hélder Rodrigues, pretende melhorar ano após ano, para dar mais vida a Palaçoulo.

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Redação