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Bragança regista 600 AVCs por ano

Bragança regista 600 AVCs por ano
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  • 7 de Outubro de 2008, 08:58

Esta foi uma das mensagens passadas, na passada terça-feira, aos alunos da Escola Secundária Miguel Torga, em Bragança, que assistiram à primeira acção de sensibilização desenvolvida pelo CHNE junto da população estudantil.
“A nossa ideia é complementar a informação que os médicos de família já dão nos Centros de Saúde”, explica o coordenador da Unidade de AVC do CHNE, Jorge Poço.
Apesar dos estudantes não serem propriamente um grupo de risco, o responsável afirma que o objectivo é levar os mais novos a passarem a mensagem aos familiares com de idade mais avançada. Aliás, Jorge Poço justifica o facto de Bragança apresentar números elevados de AVCs com o envelhecimento da população. “Embora seja uma doença que pode atingir pessoas de qualquer idade, até bebés, é mais frequente em pessoas entre os 70 e os 79 anos”, salienta o responsável.

Unidade de Macedo de Cavaleiros vai ser ampliada para fazer face ao elevado número de AVCs no distrito

No entanto, saber o que fazer perante um sintoma de AVC é um passo fundamental para evitar a morte ou as sequelas da doença. “Quando as pessoas notarem alterações na face (boca alterada para um dos lados), na fala ou na força dos membros devem deslocar-se imediatamente ao hospital”, aconselha Jorge Poço.
No distrito de Bragança existe, apenas, uma Unidade de AVC em Macedo de Cavaleiros, que se revela insuficiente para tratar todos os casos. Para já existem 8 camas, que permitem o tratamento de cerca de 250 doentes por ano. O CHNE pretende aumentar a capacidade para 12 camas, o que já permitirá tratar cerca de 400 pessoas. “Esta ampliação permitirá abranger a maioria da população com este problema”, garante o responsável.
Durante a acção de sensibilização, o CHNE distribuiu panfletos informativos, onde é explicado o que é um AVC, os factores de risco e os hábitos de vida saudáveis que podem prevenir a doença. “Estamos a falar de regras básicas como a alimentação, hábitos de tabaco e de bebidas alcoólicas, que devem ser evitados, bem como o sedentarismo e a obesidade, que também contribuem para o aparecimento da doença”, conclui Jorge Poço.
Esta iniciativa será levada a todas as escolas do distrito de Bragança, porque “prevenir é mesmo o melhor remédio”.

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Redação