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Brigada Florestal protege Parque de Montesinho

Brigada Florestal protege Parque de Montesinho
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  • 7 de Outubro de 2008, 09:15

“Depois do grande investimento que fizemos na beneficiação e arborização de cerca de 400 ha de floresta, surgiu a ideia de avançar com a candidatura de uma equipa de Sapadores Florestais, cuja entidade patronal é o próprio CDBM, e que trabalha, durante a época de incêndios, sob a orientação do Comandante Distrital das Operações de Socorro”, explicou o presidente da CBM, Norberto Garcia.
A candidatura, elaborada pela Associação Florestal de Trás-os-Montes, demorou três anos a ser aprovada. Após a selecção dos cinco “sapadores florestais”, a equipa passou por um período de formação, sobretudo na área da Silvicultura, que contou com aulas teóricas e práticas no terreno. “Ao longo de uma semana, e dado que se trata de mão-de-obra especializada, os membros receberam a primeira parte de uma formação que será completada em breve, até para saberem como se limpam povoamentos florestais, e como se utilizam os equipamentos, entre outros”, sublinhou o responsável.
Assim, no período crítico de incêndios (de 1 de Julho a 15 de Outubro), os Sapadores Florestais estão disponíveis 24 horas por dia, com especial atenção para a vigilância no período mais crítico do dia. Já no resto do ano, a equipa actua de segunda a sexta-feira, na vigilância, detecção, apoio ao combate, rescaldo e vigilância pós-incêndio, bem como na silvicultura preventiva, nomeadamente na limpeza de povoamentos e manutenção da rede de infra-estruturas, entre outras.
“É uma iniciativa importante, pois além de actuarem no terreno, os Sapadores Florestais apostam, também, na sensibilização e apoio às populações locais, no sentido de preservarem e protegerem o património natural de Montesinho”, salientou Norberto Garcia.

Promotor de projecto debate-se com dificuldades financeiras

Com despesas anuais que rondam os 65 mil euros, o CDBM depara-se com dificuldades a nível financeiro, que poderão colocar em causa a continuidade deste projecto. “Temos que fazer face a gastos como a assistência, equipamentos, vencimentos do pessoal, seguros e pagamentos à Segurança Social, entre muitos outros”, justificou o dirigente.
Anualmente, a tutela apenas contribui com 35 mil euros e o PNM com 10 mil euros, sendo que a restante verba terá que ser angariada pelo CDBM, através da prestação de serviços. “Oferecemos os nossos serviços especializados em troca de alguma quantia, mas é complicado, pois na região as propriedades são de minifúndio, pelo que os trabalhos podem ser realizados pelos próprios proprietários”, lamenta o responsável.
Caso não consiga suportar as despesas da equipa de sapadores, o CDBM pondera não dar continuidade ao projecto, apesar de reconhecer a sua importância para a região. “Estamos a fazer um esforço para manter esta equipa, até porque além de cinco famílias dependerem disto, temos um património florestal e ambiental consideráveis, que queremos preservar e aumentar com mais projectos”, salienta Norberto Garcia. No entanto, acrescenta, “é complicado, já que as verbas disponíveis pela tutela não são suficientes, os programas comunitários para apoiar a floresta estão parados há 3 anos e recebemos poucas ajudas externas”.

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Redação