Azeitona para aquecimento
A ideia é despoletar o investimento privado em projectos que visem a valorização de sectores que ainda estão sub-aproveitados na região. Para tal, a empresa irá desenhar um plano de acção, envolvendo entidades públicas e privadas, que visa criar condições favoráveis ao desenvolvimento de projectos importantes para o desenvolvimento da região.
Este documento deverá estar pronto até ao início do próximo ano, tal como a constituição de uma equipa técnica que avaliará os projectos que poderão ser aprovados e aos quais será conferido o selo PROVERE. “Vai haver um benefício preferencial para estes projectos, no âmbito do Quadro de Referencia Estratégica Nacional (QREN), mas ainda não está quantificado”, explica o director da Empresa Resíduos do Nordeste, Paulo Praça.
Na óptica do responsável, o sector do azeite ainda está pouco explorado, apesar de já se fazer o aproveitamento do caroço da azeitona para produção de energia. “Nós já estamos a usar este sub-produto para o tratamento dos lixiviados. Em vez de gasóleo estamos a queimar caroço de azeitona. Isto poderá ser alargado, por exemplo, para o aquecimento de edifícios”, realça Paulo Praça.
As questões ambientais fazem, igualmente, parte deste plano de acção, que irá valorizar projectos agrícolas que apostem no tratamento de efluentes e resíduos agro-ambientais.
Na região Norte foram aprovadas, apenas, sete candidaturas pelo PROVERE. Agora os investidores privados com projectos detentores do selo de distinção vão ser beneficiados no âmbito do QREN.

