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Zona de Caça da Lombada: um diamante por polir

Zona de Caça da Lombada: um diamante por polir
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  • 14 de Outubro de 2008, 11:12

No ano passado, o subdirector geral das Florestas do Norte, Luís Lopes, anunciou a criação de “um plano de gestão autónomo, a partir de receitas geradas localmente”. No entanto, o indeferimento duma candidatura para a criação do agrupamento de baldios tem vindo a atrasar a solução proposta pela Direcção-Geral de Florestas.
Mesmo assim, as comissões de baldios não desistem e já estão a trabalhar na criação duma associação capaz de se candidatar a programas de florestação e de intervir no plano de exploração cinegética que vier a ser delineado para a ZCNL.
A questão deverá ser apresentada ao actual responsável Norte da Autoridade Florestal Nacional (AFN), Rogério Rodrigues, que chefiou a Divisão de Caça e Pesca da Circunscrição Florestal Norte.
O vice-presidente da CMB, Rui Caseiro, recorda que o novo responsável da AFN é conhecedor das potencialidades da caça na Lombada e confia na resolução do problema.
“O nosso concelho tem um recurso importante na caça que não está a ser aproveitado, e só o será quando a ZCNL gerar receitas para beneficiar as populações”, sustenta o autarca.

Direcção Geral dos Recursos Florestais (DGRF) abriu a caça ao veado na Lombada

O responsável garante que a autarquia está disponível para apoiar financeira e tecnicamente uma parceria em que o Estado tem que estar obrigatoriamente, dado tratar-se duma Zona de Caça Nacional.
Na óptica de Rui Caseiro, a dimensão da ZCNL possibilita uma gestão cinegética profissional, que dificilmente poderá ser posta em prática noutras figuras de ordenamento, que estão longe de ser ideais. “Não ordenámos bem porque não demos dimensão às zonas de caça, de modo a tornar a sua gestão mais profissional. Temos zonas de caça ao nível de freguesia ou aldeia e não é essa a dimensão que interessa”, sustenta o autarca. Para o responsável, “só agrupando aldeias e freguesias é possível ganhar escala para profissionalizar e gerir a caça, que tem que ser tratada como uma cultura, em que é preciso semear e tratar para colher”.
A ZCNL, porém, possui todos estes ingredientes: tem caça, dimensão e agrupa várias aldeias e comissões de baldios. “Só falta definir um modelo de gestão eficaz, sem perder mais tempo”, recorda o vice-presidente da CMB.

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Redação