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Faltam equipas salva-vidas no Centro Hospitalar

Faltam equipas salva-vidas no Centro Hospitalar
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  • 21 de Outubro de 2008, 09:26

Trata-se de um serviço de emergência interno, disponível 24 horas por dia, criado especificamente para evitar mortes prematuras provocadas por paragens cardiorespiratórias. Estas equipas, compostas por um médico e um enfermeiro, estão preparadas e treinadas para fazer reanimações e, por norma, são activadas através de um número de emergência intra-hospitalar, acessível a partir de todos os telefones do hospital. Em caso de activação, estes profissionais garantem o socorro em menos de 3 minutos.
Mesmo sem equipas específicas, o director clínico do CHNE, Sampaio da Veiga, garante que o socorro aos doentes internados nas três unidades hospitalares está garantido em escassos minutos.
O responsável explica que, numa situação de paragem cardiorespiratória, o primeiro passo é activar o médico da especialidade do próprio serviço, com formação específica para fazer reanimações. Se o clínico precisar de apoio pode solicitá-lo aos profissionais da Medina Interna da Urgência, disponíveis 24 horas por dia. No caso de se tratar de uma situação que precisa de atendimento diferenciado, o doente é transferido para a Unidade de Cuidados Intermédios, a funcionar na Urgência da Unidade Hospitalar de Bragança.

Hospital de Macedo pode ter que pedir apoio às equipas externas do INEM para socorrer doentes em situação de paragem cardiorespiratória

“Temos um sistema que funciona. Em 30 anos nunca houve nenhum problema, porque o CHNE tem os meios necessários para dar resposta numa situação de paragem cardiorespiratória”, frisou Sampaio da Veiga.
Questionado sobre a eficiência do serviço de emergência interna em unidades desanexadas do hospital, como é o caso da Unidade de Doentes de Evolução Prolongada (UDEP) e da Psiquiatria, o responsável garante que o primeiro contacto é feito pelo médico do serviço. Se for um caso mais grave é transportado para a Urgência do hospital, através dos meios de prevenção internos.
No que toca à formação dos clínicos em Suporte Avançado de Vida (SAV), Sampaio da Veiga garante que a maioria dos profissionais estão preparados. Mesmo assim o CHNE está a reforçar a formação nesta área.
“São médicos que estão em presença física no hospital e garantem o socorro rápido. Ter equipas suplementares 24 horas por dia não se justifica para dar resposta a meia dúzia de casos por ano e também não temos recursos humanos suficientes para garantir o seu funcionamento permanente”, reconhece o director clínico.
Já na Unidade Hospitalar de Macedo de Cavaleiros, a resposta a um doente em situação de paragem cardiorespiratória pode ser mais demorada, uma vez que fora do horário de funcionamento da Urgência pode ser necessário pedir apoio às equipas externas do INEM.

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Redação