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Animais arruínam culturas

Animais arruínam culturas
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  • 21 de Outubro de 2008, 09:39

O director adjunto do DGACN, Paulo Cabral, já fez saber que o Parque Natural do Douro Internacional não tem “qualquer responsabilidade na matéria, pois caben à associativa de caça e pesca a gestão da área.
“A Associativa assumiu uma série de compromissos para minimizar os prejuízos causados, incluindo as indemnizações. Mesmo que se verifiquem danos devido à densidade de animais, as associativas têm oportunidade para organizar montarias para controlar o efectivo de javalis e corsos e, até ao momento, não nos foi solicitada autorização para nenhuma destas acções”, assegurou Paulo Cabral.
Recorde-se que a maior parte das culturas, na zona de Lagoaça e Mazouco (Freixo de Espada à Cinta) foram destruídas ou ficam seriamente danificadas. Os maiores danos registaram-se em vinhas, pomares, amendoais, searas e hortas.

Associação de Caça e Pesca de Lagoaça tem recebido queixas diárias

O presidente da Associação de Caça e Pesca de Lagoaça, António Maio, garante que tem recebido queixas diárias por parte dos agricultores em relação às culturas destruídas e que aquela colectividade não tem dinheiros para fazer face aos encargos provocados pelos prejuízos.
António Maio acredita que o aumento de efectivo de corsos e javalis se deve à desmatação nas localidades limítrofes e aos fogos florestais, sendo que a caça grossa se refugia na serra, que já não sustenta tanto efectivo. A falta de alimento faz com que os animais desçam para as propriedades que ficam no sopé da serra, daí que os estragos sejam elevados.
“Este ano vamos pagar cerca de 2,7 mil euros de indemnizações e o valor só não é mais alto porque há agricultores que abdicam das indemnizações. Até há dois anos, o Parque do Douro Internacional dava um subsídio até aos 6 mil euros, mas agora nem um cêntimo”, desabafa o dirigente associativo.

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Redação