Auto-estrada adjudicada
Segundo o deputado do PS por Bragança, Mota Andrade, a assinatura do contrato de adjudicação deverá ter lugar em Novembro, numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates. O local da sessão, contudo, ainda não está definido.
“Espero que seja em Bragança”, confessa o responsável.
Mota Andrade considera a adjudicação “um grande momento para o Nordeste Transmontano”, dado que o Túnel do Marão e a Auto-Estrada Transmontana “são as primeiras obras a serem lançadas no âmbito do pacote de estradas anunciado pelo Governo”.
A esta concessão concorreram seis consórcios constituídos por 44 empresas, mas apenas os consórcios Auto-Estrada XXI, liderado pela Soares da Costa, e Auto-Estrada de Trás-os-Montes, encabeçado pela Somague, chegaram à fase final.
Conhecida a decisão do Ministério das Obras Públicas, os concorrentes têm dez dias para se pronunciar sobre a proposta de adjudicação. Findo este prazo, o Governo adjudicará a concessão definitivamente.
Em comunicado, o Ministério tutelado por Mário Lino realça que a adjudicação “foi decidida 11 meses após a data de lançamento – 24 de Novembro de 2007 – , situação verificada, pela primeira vez, em concursos de parcerias público privadas rodoviárias em Portugal”.
Recorde-se que as dificuldades na obtenção de financiamento, provocadas pela crise internacional, levaram os dois consórcios a pedir a prorrogação do prazo de entrega das propostas.
IP2 e o IC5 poderão ser adjudicados no próximo mês
Segundo o Ministério das Obras Públicas “a proposta do consórcio vencedor resultará num esforço financeiro da Estradas de Portugal (EP de 360 milhões de euros”, em valor actualizado a Janeiro de 2009.
Já o consórcio vencido, liderado pela Somague, propôs um esforço financeiro da EP de 566 milhões de euros.
O Ministério refere que o Estudo de Viabilidade da Concessão, elaborado antes do lançamento, previa um esforço financeiro da EP de 531 milhões de euros.
Segundo Mota Andrade, o concurso para a construção do IP2 e IC5, duas obras incluídas na Concessão do Douro Interior, encontram-se na fase final. “Espero que haja uma decisão dentro de dias”, refere o responsável.
Na corrida a estas duas empreitadas estão dois consórcios: um liderado pela Soares da Costa e outro pela Mota/Engil.
Recorde-se que as três vias de comunicação anunciadas pelo Governo fazem parte do Plano de Acessibilidades a Trás-os-Montes e Alto Douro, que o primeiro-ministro apresentou em Maio de 2006, em Bragança. Ao todo são 421 quilómetros de novas estradas, em perfil de Auto-Estrada, Itinerário Principal e Itinerário Complementar.

