Bragança cria Banco de Voluntariado
O documento define as competências e obrigações das entidades envolvidas no projecto. “Nós enquadramos, damos os documentos, a formação, apoiamos tecnicamente e inscrevemos no site do CNPV todos os bancos, que pretendemos que trabalhem em rede a curto prazo”, realçou a presidente do CNPV, Elza Chambel.
Já a CMB faz a mediação entre as instituições e os voluntários e disponibiliza alguns projectos, nomeadamente na área cultural para darem apoio nos museus da cidade. “Consideramos que devemos dar às pessoas a liberdade de decidirem o que querem fazer, como o querem fazer e com quem querem fazer. A câmara actuará, exclusivamente, na avaliação das capacidades e competências e disponibilidade dos voluntários”, explicou o presidente da CMB, Jorge Nunes.
Aposta no voluntariado de proximidade para combater o isolamento dos idosos
As inscrições no BLV já estão abertas e podem ser efectuadas através do site da autarquia, em www.cm-braganca.pt. Nesta fase inicial, os voluntários têm cinco projectos à escolha no âmbito do Ambiente, Cultura e Acção Social. Já as instituições podem efectuar a sua inscrição e lançar os projectos para receberem os cidadãos que querem dedicar o seu tempo livre para ajudar quem precisa.
A Santa Casa da Misericórdia de Bragança (SCMB) fez a sua inscrição no dia da apresentação do BLV. “Já temos voluntários na instituição, mas não o número necessário para dar apoio nas inúmeras actividades”, salienta o provedor da instituição, Eleutério Alves. O responsável esclarece, ainda, que o voluntariado “não é mão-de-obra barata”, mas sim uma forma de complementar o trabalho que já é desenvolvido pelos profissionais da SCMB.

