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Águas Vivas: exemplo de desenvolvimento

Águas Vivas: exemplo de desenvolvimento
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  • 11 de Novembro de 2008, 12:10

Freguesia desde 3 de Julho de 2001, em virtude do decreto-lei 305/ de 19 de Abril de 2001, tem cerca de 458 habitantes e dispõe, actualmente, de várias pequenas e médias empresas. Apesar de não faltar emprego, muitos foram os que rumaram para outras paragens à procura de melhores condições de vida.
Apesar das empresas locais estarem em franca expansão com incidência no ramo da charcutaria, avicultura, construção civil e artesanato, é a agricultura o sector económico com maior peso, em que o leite, carne e cereais são as principais matérias-primas.
Água Vivas é, também, um Centro Rural, onde o homem coabita em perfeita harmonia com meio ambiente, no qual a agricultura biológica começa a ter um lugar de destaque. Um dos exemplos disso mesmo é considerável número de gado bovino mirandês.
“É uma aldeia dotada com um pouco de tudo. Desde o campo social ao económico, com emprego e qualidade de vida. Aqui há trabalho para os habitantes, não sendo preciso recorrer ao exterior e, geralmente, o que acontece é o inverso, já que as empresas da aldeia têm que procurar mão-de-obra fora da localidade”, sublinha o presidente da Junta de Freguesia de Águas Vivas (JFAV), José Manuel Geraldes.

Apesar do progresso, juventude “foge” da freguesia

O autarca foi eleito no acto eleitoral que se realizou a seguir à elevação de Águas Vivas à categoria de freguesia, tornando-se, assim, no primeiro e único presidente eleito.
“As responsabilidades da aldeia tornaram-se maiores perante a sua população, pois passou a tomar as suas própria decisões sem passar por Palaçoulo”, explicou o responsável.
Ainda segundo o autarca, as informações chegam, agora, de forma directa. “A aldeia desenvolveu-se de forma mais rápida e está muito diferente daquilo que era há sete ou oito anos ”, explicou.
Para José Manuel Geraldes, há muito anos que a localidade aspirava ser freguesia e garante que não se tratou, apenas, de um questão de “bairrismo”. “A população é ambiciosa e gosta da sua terra. Foram estes sentimentos que os levaram a colocar mãos à obra”, reitera o presidente da JFAV.
No entanto, e apesar do desenvolvimento, também garante que não é fácil segurar os mais novos no mundo rural, pelo que alguma coisa tem de ser feita para os ”fixar”.
Em termos de equipamento, o pavilhão da JFAV é um dos espaços mais frequentados da aldeia, já que tem um amplo salão, onde são realizados vários eventos culturais, nos quais o folclore e a cultura local assumem um papel de destaque.
Águas Vivas é, devido ao investimento realizado no sector privado, um ponto de referência no panorama industrial e de transformação de matérias-primas no Planalto mirandês.

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Redação