Capataz no Aeródromo
A relutância com que o director do aeródromo, João Rodrigues, acatou a decisão do Tribunal Administrativo de Mirandela e o modo como tratou os profissionais dos órgãos de Comunicação Social só pode merecer nota negativa.
Bem pelo contrário, merece ser realçada a forma paciente e pedagógica com que um dos agentes da GNR invocou o despacho judicial, tanto mais que, face ao comportamento de João Rodrigues, até se aceitava uma atitude mais rígida.
Após alguns momentos de tensão, a GNR e as partes interessadas no processo foram conduzidas ao hangar, mas João Rodrigues alegou razões de segurança para evitar que os profissionais da informação captassem imagens. Nada mais descabido, tendo em conta que essas mesmas questões nunca foram levantadas em momentos altos do aeródromo, como a chegada dos voos internacionais Paris-Agen-Bragança…
Como se isso não bastasse, um funcionário auxiliar do aeródromo, tal e qual um agente policial, exigiu identificação a um dos jornalistas presentes, acusando-o de entrar indevidamente na zona do hangar.
Daqui só pode ficar um apelo ao presidente da CMB, que, certamente, não se revê neste comportamento. Por isso, cabe ao edil avaliar as atitudes do director do aeródromo municipal, cuja postura não se compadece com a de uma infra-estrutura que poderá evoluir para Aeroporto Regional.

