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Empresa nega envolvimento na destruição do canil

Empresa nega envolvimento na destruição do canil
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  • 10 de Dezembro de 2008, 14:34

Na altura, a presidente da ABPA, Lurdes Gonçalves, lançou suspeitas sobre a firma que iniciou a obra, com quem admitiu ter havido alguns “desentendimentos”.
Perante as acusações, a sócia-gerente da empresa Samuel Ferreira e Ataíde, Lda, Sandra Ataíde, afirma que as notícias que vieram a público são uma “injustiça” para a construtora. “Não teríamos interesse nenhum em fazer aquilo, uma vez que há meios legais para a recuperação de dívidas, como era o caso com a associação”, garante Sandra Ataíde.
Segundo a empresária, os trabalhos no canil foram suspensos devido à alegada falta de pagamento da parte da ABPA e fala em cheques passados pela presidente da associação para custear a obra que foram devolvidos pelo banco por motivo de extravio.
A responsável alega, ainda, que “não é prática da empresa partir para actos de vandalismo em caso de pagamentos em falta”. “Já tivemos vários casos com outras entidades que nos deviam dinheiro e nunca foi preciso recorrer a este absurdo. Não seria agora que o iríamos fazer”, defende a sócia-gerente da empresa.
Contactada pelo Jornal NORDESTE, Lurdes Gonçalves recusou-se comentar todas as questões relacionadas com os pagamentos à construtora, dizendo, apenas, que são situações para serem resolvidas em tribunal.

Prazo para a conclusão das obras do canil alargado para Fevereiro do próximo ano

“Se eles vêem que a associação lhes deve que vão para tribunal e depois lá vemos quem deve a quem”, argumenta a presidente da ABPA.
Com a vandalização do canil, a conclusão da empreitada e a transferência dos cães para o novo espaço ficou adiada. O vice-presidente da Câmara Municipal de Bragança (CMB), Rui Caseiro, afirma que a autarquia alargou o prazo para a associação terminar os trabalhos até final de Fevereiro do próximo ano, mas garante que esta situação não vai acarretar custos acrescidos para o município.
“A associação pediu-nos mais tempo devido à situação de destruição de que o canil foi alvo e comprometeu-se a acabar a obra sem pedir mais dinheiro para o efeito. Nós decidimos dar-lhe mais três meses para resolverem a situação”, assegura o autarca.
Recorde-se que a CMB já disponibilizou 50 mil euros para a associação pagar as obras e cedeu o terreno onde está a ser construída a infra-estrutura.
Quanto aos actos de vandalismo de que foi alvo o canil, estão a ser investigados pela GNR.

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Redação