Crise afecta comércio tradicional
Visitámos, também, a sapataria Escala, que começa a ressentir-se da actual conjuntura económica. Segundo o proprietário a loja, registaram-se quebras de trinta por cento em relação ao ano passado e nem a época de saldos, que começou anteontem, promete melhores dias.
Livros começam a ganhar terreno na lista dos presentes. Telemóveis continuam a reinar
O ramo do vestuário é outro dos que mais sente a falta do poder de compra dos brigantinos, que optaram por pequenas lembranças para servir de presentes. “As pessoas têm pouco dinheiro”. Este é o comentário mais usual dos comerciantes para justificar a crise, que afecta muitos dos estabelecimentos da cidade.
Apesar da crise, quem consegue ir vendendo são as lojas chinesas, onde o balanço “é muito positivo”.
O Jornal NORDESTE andou pelas ruas da cidade e encontrou Inês Silva, reformada, 60 anos, que, este ano, quase não comprou prendas para o Natal. Lembranças só mesmo para os filhos e neta, pois este ano teve que fazer muita ginástica financeira e, mesmo assim, só conseguiu comprar um presente para cada um. As estratégias para gastar menos são muitas: comprar mais prendas, mas mais baratas, procurar durante mais tempo ou, simplesmente, restringir o número de presentes.
Já Eduardo Carvalho, engenheiro civil de 55 anos, prefere não ir pelo mais barato, mas comprar com outro cuidado, rentabilizando o dinheiro disponível.
Os presentes mais procurados pelos brigantinos, para além dos telemóveis, foram os livros, começam a ganhar peso na lista de Natal.

