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Chaves acolhe Fundação Nadir Afonso

Chaves acolhe Fundação Nadir Afonso
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  • 6 de Janeiro de 2009, 10:37

A construção deste novo equipamento cultural terá início deste ano, estando a sua conclusão prevista para o final de 2010. A Fundação ficará inserida junto ao centro histórico de Chaves, garantindo a requalificação da frente ribeirinha do Tâmega.
A Fundação Nadir Afonso acolherá o valioso espólio do Mestre naquela que é a sua cidade natal. Ao mesmo tempo, dinamizará, junto de públicos distintos, actividades como: organização de exposições temporárias e permanentes; atribuição do prémio Nadir Afonso para trabalhos de investigação, bem como de bolsas na área da produção artística e científica; organização de ciclos de cinema documental, workshops infanto-juvenis e cursos de Verão.
Nos espaços que compõem o edifício da Fundação destacam-se o auditório com capacidade para 100 pessoas, as salas de exposições temporárias e permanentes, o arquivo, biblioteca, cafetaria, atelier do Mestre Nadir Afonso, atelier de artes plásticas e loja.
Pintor, arquitecto e filósofo, Nadir Afonso Rodrigues nasceu em Chaves, a 4 de Dezembro de 1920.

Aos 4 anos, Nadir Afonso já revelava propensão para a pintura

A sua total propensão para a pintura revela-se aos quatro anos, em casa, quando traça com tinta vermelha um círculo perfeito na parede da sala.
Em 1934, realiza os primeiros trabalhos a óleo e, em 1938, ganha o 2º prémio do concurso “Qual o mais belo trecho da paisagem portuguesa?”. Na década de 40, começa a expor e a ter impacto junto da crítica. Nadir tem apenas 24 anos quando uma das suas obras, ‘A Ribeira’, dá entrada no Museu de Arte Contemporânea de Lisboa.
No rescaldo da II Guerra Mundial, parte para Paris e obtém, por intermédio do pintor modernista brasileiro Cândido Portinari, uma bolsa de estudo do governo francês. Tem aulas pintura na École des Beaux-Arts e trabalha no ateliê de arquitectura de Le Corbusier entre 1946 e 48, retomando a colaboração em 1951. De 1952 a 1954 trabalha no Brasil com outro célebre arquitecto, Oscar Niemeyer.
Na vanguarda da arte mundial, mostra em 1958, no Salon des Réalités Nouvelles um “Espacillimité” animado de movimento (recentemente exposto no Museu do Chiado) e, no ano seguinte, realiza a sua primeira grande exposição antológica, na Maison des Beaux-Arts de Paris.
Em 1965, abandona definitivamente a arquitectura. Desenvolve estudos sobre a geometria, que considera ser a essência da arte, e a sua vida passa a ser dedicada exclusivamente à criação de uma extensa obra plástica e teórica.

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Redação